Invent


Cognac

 

No centro oeste da França, a cidade de Cognac deu origem a uma das bebidas alcoólicas mais conhecidas do mundo.

O conhaque, destilado de uvas, é a estrela da cidade, onde são encontradas as melhores marcas ,como Courvoisier (conhecido como o conhaque preferido de Napoleão)  Podemos fazer também a “rota do conhaque”, passando por vinhedos, adegas e castelos

Cognac vem do ambiente tranquilo do rio Charente , a cem quilômetros ao norte de Bordeaux. Este rio em movimento lento, que o rei François I chamou de ” o mais belo rio no seu reino”, passa por uma paisagem plácida de vinhas banhadas por uma luz clara e radiante.

 

 

Cognac, cidade medieval que leva o nome da região,

é atraente, com suas ruas estreitas medievais  e fachadas renascentistas elegantes.

No século XIX, as vinhas de Charente, uma grande região vitícola francesa, foram, como todos os vinhedos franceses e europeus, destruídos pela filoxera, uma doença causada por um pulgão parasita. Uma grande parte do vinhedo dessa região foi substituída por cultivos de cereais que ainda predominam na paisagem. No entanto, o vinhedo foi pouco a pouco reconstituído em torno da cidade de Cognac, onde a produção de um álcool de mesmo nome não parou de aumentar. Crescendo num solo calcário, a videira Ugni-Blanc fornece um vinho que passa por uma dupla destilação. A aguardente que se obtém é submetida a um envelhecimento prolongado em barris de carvalho, o que dá origem ao conhaque. O estoque, atualmente em processo de envelhecimento, ultrapassa o equivalente a um bilhão de garrafas, ou seja, 6 anos de comercialização. A apelação Cognac é reservada a essa única área, delimitada por um decreto desde 1909 e dividida em seis vinhedos. Ocupando pouco menos de75.000 hectares, o conhaque emprega cerca de 17.300 pessoas: não só viticultores e destiladores, mas também em todas as profissões associadas à rolha, ao vidro, à embalagem e ao comércio. Apenas 3% da produção é consumida na França. Em 2011, quase 163 milhões de garrafas foram exportadas para 158 países, sobretudo EUA, Singapura, China, Reino Unido e Alemanha.

É aqui que o néctar lendário foi criado .

 

Temos aqui empresas famosas, como Camus, Hennessy, Niartell, Otard, Hubert Príncipe de Polignac, Rémy-Martin, Courvoisier,  Renault-Bisquit e muitas outras .Cada destilaria tem seu próprio segredo e processo exclusivo para misturar as várias misturas de seu eaux-de-vie.

Junte-se  a uma visita guiada para conhecer o processo de dupla destilação que acontece em alambiques de cobre antes do envelhecimento em barris de carvalho onde o licor precioso vai melhorar, tendo em seu bouquet final e brilho dourado famoso.

Descubra a história de conhaque, as suas vinhas, destilarias e museus que mostram não só como ele é feito, mas exibem orgulhosamente a mais antiga reserva de conhaques que datam de 1830.

A História do Brandy ou cognac ou conhaque

Como qualquer outro Brandy, a história do conhaque começa nos vinhedos. Trata-se, fundamentalmente, de videiras da variedade Ugni Blanc instaladas sobre o terreno de calcário na região de Charente que, segundo os experts no assunto, dão à fruta (a uva) muito das particulares que serão exaltadas em seu produto final.

Uma vez colhida a fruta, parte-se para o processo de vinificação, em que é extraído um vinho ácido e de baixo teor alcoólico. No entanto, os charentinos descobriram que destilando duas vezes esse produto (ou seja, levando o vinho a ebulição e recuperando a parte da bebida com maior proporção de álcool) seria possível conseguir uma aguardente deliciosa.

Uma vez obtido o eau de vin“, o produto fica em repouso em barris de carvalho por anos e anos. Nesse período, vai adquirindo essa cor âmbar, tal qual nos identificamos com o conhaque expostos no mercado. E também é nessa fase que recebe o gosto peculiar concedido pela madeira.

Depois desse período de hibernação, o chefe da casa de conhaque dispõe da matéria-prima necessária para elaborar seus cortes (mesclas), para o que irá se transformar em aguardentes de diferentes idades. Em geral, trata-se de privilegiar a consistência de cada marca (ou seja, que as características de cada rótulo sejam mantidas através do tempo).

Dado que o conhaque não continua sua evolução na garrafa, as referências com relação à idade correspondem ao tempo que passou no barril a fração mais jovem do corte. Portanto, se foi usado 5% de aguardente de quatro anos de madeira, por mais que o resto tenha um século de barril, isso não é levado em conta na hora de rotular.

As casas mais reputadas utilizam aguardentes mais antigas, inclusive as gamas intermediárias. Para não mencionar os casos verdadeiramente excepcionais nos quais são utilizadas aguardentes de um século de hibernação, mas já estamos falando do segmento mais caro de conhaque.

As distinções de idades mais freqüentes são as seguintes: 

** VS (Very Special), Trois Étoiles (Três Estrelas) ou Compte 2: “el eau de vie” mais jovem, tem dois ou mais anos no barril.

** VSOP (Very Special Old Pale), Reserva ou Compte 4: mínimo de quatro anos de madeira.

** X.O, Napoléon, Hors d’Age, Compte 6: mínimo de seis anos.

Muitos países souberam desenvolver bebidas de qualidade,mas ninguém como os franceses soube codificar, tabular e traçar sua geografia em função da qualidade de sua produção. 


Uma pessoa não pode deixar de notar o caráter nobre, quase aristocrático, dessa bebida associada ao bom viver e a sofisticação do gosto.

Houve um tempo em que os comerciantes de conhaque exploraram esta faceta criando (e abusando de) uma imaginação popular que hoje segue perseguindo esta bebida. Pense em um homem bonito, mas mal intencionado, sentado ao lado de um cachorro enorme com um copão de conhaque.


Entretanto, os descendentes desses mesmos comerciantes compreenderam que, se essa superstição de certa forma abre as portas para aumentar o valor de seus bens, não os ajudava ao máximo na hora de levar o produto a uma grande escala. E isso é justamente o que está mudando lentamente. Hoje, os principais consumidores de conhaques finos estão nos países do Oriente, onde passam de mão em mão por cifras astronômicas.

Alguns tipos de conhaques de uvas franceses:
  • Martell
  • Rémy Martin
  • Hennessy
  • Ragnaud-Sabourin
  • Delamain
  • Courvoisier
  • Darroze
  • Baron de Sigognac
  • Delord

A exuberância do Cognac Henri IV Grand Champagne

Luxo e elegância na bebida mais cara do mundo

O Cognac Henri IV Grand Champagne é produzido pela Maison Dudognon cujo a proprietária é Claudine Dudognon-Buraud, descendente direta de Henri IV.

A casa produz cognac desde 1776, aonde a bebida engarrafada em homenagem ao Rei da França foi guardado por mais de cem anos. A garrafa pesa 8Kg sendo banhada em platina, ouro e cravejada por uma manta de 6,5 mil diamantes.

O valor da bebida? Algo em torno de US$ 2 milhões

Vincent Géré, enólogo-chefe da Rémy Martin apresenta o luxuoso conhaque

Luis XIII, o cognac referência no mundo inteiro pela exclusividade e sofisticação de seu sabor único, apresenta a inédita garrafa “Le Jeroboam de Louis XIII”. A edição comemorativa substitui a tradicional garrafa de 750 mililitros por um colosso de3 litros, ou quatro vezes o original, onde o cristal Baccarat é substituído pelo de Sèvres, ainda mais nobre. O desenho da garrafa foi inspirado nos cantis de metal usado pelos soldados na batalha de Jarnac, em 1969.

A disputa pelo seu valioso frasco, que os ingleses chamam elegantemente de decanter, é resolvida de forma muito simples: quem toma a última dose leva a garrafa.

 

Uma jóia para embalar outa jóia.

O tamanho da garrafa foi cuidadosamente pensado para impressionar, assim como seu conteúdo, vem em uma exclusiva caixa de madeira, acompanhada de uma preciosa pipeta e quatro taças de cristal exclusivamente criadas por Christophe Pillet.

A maison Rémy Martin data de 1724, mas o Louis XIII só chegou ao mercado 150 anos depois, uma combinação de 1200 eaux-de-vie, algumas com mais de 100 anos de existência, da região francesa da Champagne, a mais fértil das seis regiões de cultivo de uvas de Cognac.

Os especialistas sempre discutirão o ranking dos melhores conhaques do mundo. Mas há consenso em torno do mais nobre: o Louis XIII, da Rémy Martin. Diz-se frequentemente que, quando se adquire uma garrafa de Rémy Martin Louis XIII, não se compra uma bebida, mas um momento único!

O Louis XIII é o resultado da combinação de 1.200 conhaques diferentes, maturados entre 40 e 100 anos, envelhecidos em barris de carvalho Limousin. As notas de degustação acusam mais de 20 aromas, do buquê ao retrogosto, e dão conta de uma persistência em boca de até uma hora. O aroma é apimentado, e seu sabor é uma harmonia sutil de jasmim e maracujá, gengibre e noz-moscada, rosas e violetas, figo e ameixa seca e, ainda, sândalo e mel. Seu nome presta homenagem ao rei de França, em cujo reinado a família Rémy Martin se instalou na região.

Segue agora a lista dos 10 conhaques mais caros do mundo…

10. Courvoisier L’Esprit Decanter (5.000 EUR)

9. Jenssen Arcana (5.500 EUR)

 

8. Hine Triomphe Talent De Thomas Hine Crystal Decanter (6.000 EUR)

7. Frapin Cuvée 1888 (6.400 EUR)

6. Martell Creation Cognac In Handcarved Baccarat Decanter (7.500 EUR)

 

5. Le Voyage de Delamain (7.900 EUR)

4. Hardy Perfection (12.900 EUR)

3. Remy Martin Cognac Black Pearl Louis XIII (55.000 EUR)

 

2. Hennessy Beaute du Siecle Cognac (200.000 EUR)

1. Henri IV, Cognac Grande Champagne (2.000.000 EUR)

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Parfum…comme ça sent bon…;-)

Antes que você pense que foram os franceses que inventaram os perfumes, saiba que sua utilização acompanhou o desenvolvimento das civilizações.

Foi no antigo Egito que o uso dos aromáticos atingiu seu auge. Conta-se que os curandeiros egípcios eram tão reconhecidos por suas habilidades que sábios e médicos de todas as partes do mundo antigo dirigiam-se ao Egito para estudar medicina, perfumaria e os mistérios da alquimia.  Porém, foi na França, logo após a Revolução Francesa chegar ao fim, que a história do perfume mudou. A partir daí, não seria apenas composições restritas a águas tratadas com flores e começaram a aparecer fórmulas que combinavam aromas de couros, almíscar e musgos. Nesta época, o perfume começou a ser associado à sedução e até mesmo ao erotismo. 

Os indianos foram um dos precursores de algumas misturas de fragrâncias, mas quem primeiro comercializou perfumes foi mesmo o povo da torre Eiffel.

Há uma cidade na França, Grasse, que é o centro da indústria mundial de produção de perfumes desde o século XVI. Muitas casas de perfumes fundadas nos séculos XVIII e XIX ainda funcionam, embora hoje os perfumes de Grasse sejam feitos de flores importadas ou essências químicas. Na cidade ainda é possível visitar o Musée Internationale de la Parfumerie.

 

GRASSE ET LE MUSEE INTERNATIONAL DE LA PARFUMERIE
Déjà en terre provençale, Grasse est célèbre comme capitale mondiale de la parfumerie. La rose et le jasmin trouvent dans cet écrin toute la poésie que la ville voue aux fleurs et aux parfums. Son incomparable patrimoine historique en fait un des rares exemples préservés de l’architecture médiévale tandis que le peintre Fragonard, enfant du pays, lui confère un rayonnement culturel international.

Os Perfumes Franceses Possuem a Fama de Serem os Melhores do Mundo

Na lista dos perfumes importados mais vendidos no Brasil sempre haverá um perfume Francês, isso poderia dizer duas coisas: os brasileiros gostam muito de produtos da França, o que é pouco provável, ou que os perfumes franceses são os mais vendidos porque são os melhores, o que é o mais certo. O fato é que os brasileiros, assim como pessoas de todo mundo, muitas vezes escolhem os perfumes franceses por suas fragrâncias e fixação.

Atualmente, a fama dos odores fabricados pelas bandas de lá correm o mundo,  a lista é grande e não para, pois a cada dia mais perfumes são lançados, proporcionando prazeres para as pessoas.

 Os perfumes mais famosos para mulheres

  • Chanel Nº. 5
  • J’Adore de Dior
  • Angel de Thierry Mugler
  • Coco Mademoiselle
  • Flower by Kenzo

Os perfumes mais famosos para homens

  • Lê Malede Jean Paul Gaultier
  • Boss de Hugo Boss
  • Eau Sauvage de Dior
  • Diesel Fuel For Life
  • Terre d’Hermès

O Perfume Francês mais conhecido de todos é, sem dúvidas, o da marca Coco Chanel. Coco Chanel, para quem não sabe, foi uma grande estilista francesa e desde então, assinou esse perfume com o seu nome, assumindo a marca para si. A marca não parou de crescer desde a sua inauguração e hoje é uma das mais procuras e requisitadas. Os perfumes da Coco Chanel poderão ser encontrados no estrangeiro por um valor muito melhor do que o nosso, porém, caso você não possa se deslocar até o exterior e/ ou nem possui um amigo próximo para fazer isso por você ( o Sergio e o Bernardo sempre trazem para mim…;-) você encontrará aqui nas grandes perfumarias.

Outra marca muito conhecida de Perfume Francês é a Dior. A Dior tem lançado muitas fragrâncias incríveis ultimamente, mas a mais conhecida é, sem dúvidas, o perfume J’adore. Este é uma essência luxuosa em forma de um pequeno frasco simples, mas de um valor enorme. Jadore encantou e vem encantando mulheres de todas as idades .

O perfume Angel , de Thierry Mugler,é outro Perfume Francês que veio para ficar. Essa essência é inesquecível e quem a usa garante: não há como mudar para outra. O perfume Angel é assim, ele fica na pele e torna o seu aroma incomparável. Você será facilmente identificada pelo perfume.

Por último,  a essência do Flower by Kenzo. Esse perfume de marca francesa se tornou muito procurado pelas mulheres do mundo inteiro por possuir um charme especial. Ele é produzido com notas de pimenta preta, essência de incenso e outras associações, que incluem jasmim, que dão um charme só.

Sendo esses os cinco perfumes franceses mais vendidos e famosos pelo mundo todo, tendo suas vendas voltadas para um público de classe alta,  vale lembrar que o valor pago por esses produtos, compensa a cada minuto que você fica com o cheiro fixado à sua pele, exalando um aroma inconfundível e maravilhoso por onde passa.

 

 

 

 

 

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Ballet

A palavra francesa ballet tem sua origem na palavra italiana “balleto”, diminutivo de ballo (dança), que vem do latim “ballare”, que significa dançar e que por sua vez vem do grego “βαλλίζω” (ballizo), que significa “dançar, saltar sobre”

 Balé (do francês Ballet) é o nome dado a um estilo de dança que se originou nas cortes da Itália renascentista durante o século XV, e que se desenvolveu ainda mais na InglaterraRússia e França como uma forma de dança de concerto. As primeiras apresentações diante da plateia eram feitas com o público sentado em camadas ou galerias, disposto em três lados da pista de dança. Elas são realizadas principalmente com o acompanhamento de música clássica.

O ballet é um tipo de dança influente a nível mundial que possui uma forma altamente técnica e um vocabulário próprio.

Este gênero de dança é muito difícil de dominar e requer muita prática. Ele é ensinado em escolas próprias em todo o mundo, que usam suas próprias culturas e sociedades para informar esse tipo de arte.

As diferentes técnicas de ballet, entre elas mímica e atuação, são coreografadas e realizadas por artistas formados e também acompanhadas por arranjos musicais (geralmente de orquestra mas, ocasionalmente, vocal).

Atualmente existem várias  modalidades de balé, entre eles ballet expressionista, neoclássico e modalidades que incorporam elementos da dança moderna.

Os princípios básicos do ballet são : postura ereta ; uso do en dehors (rotação externa dos membros inferiores), movimentos circulares dos membros superiores, verticalidade corporal, disciplina, leveza, harmonia e simetria.

História:

Ao se casar com Herinque II, da França, em 1533, Catarina de Medici, importou o balleto da corte italiana para sua nova casa na França, onde este se transformou em balé . Em 1573, ela representou “Ballet des Polonais” — música de Roland de Lassus, a poesia de Pierre de Ronsard, e as danças de Balthazar de Beaujoyeux.

O mais famoso trabalho de Beaujoyeux foi no Ballet Comique de la Reine, apresentado em 1581. Luís XIV, patrono das artes e bailarino nos balés da corte, fundou a ”Academie Royale de danse” em 1661. Seu mestre de dança, Pierre Beauchamps,

inventou posicões para os pés na técnica de ballet clássico e ainda criou muitos balés, divertissements, e comédias-balés (uma comédia falada com dança representando as cenas) com a colaboração de Moliere e do compositor Jean Baptiste Lully. “Le Triomphe de L”Amour”(1681)

foi a obra-prima de Beauchamps e Lully;

ela agradou La Fontaine, a primeira mulher a dançar profissionalmente o balé.

A partir daí o francês passou a ser a língua oficial do balé, onde cada passo tem seu nome descrito por ela. 

O Ballet é um tipo de dança onde os bailarinos, que executam movimentos planejados acompanhando uma música, apresentam uma história ou desenvolvem algo no conceito abstrato. Como a ópera, o balé é uma tradição européia que necessita de colaborações harmoniosas entre todos os artistas — dançarinos, mímicos, coreógrafos, músicos, figurinistas e cenógrafos — para sua realização. Desde a Segunda Guerra Mundial, o ballet tem atingido sua renascença em todo o mundo com a criação de companias nacionais, ou companias privadas com identidades nacionais preservadas, mantidas pelo governo, por fundações filantrópicas e também pelo entusiasmo do público.

O Ballet na França

Ao se casar com Herinque II, da França, em 1533, Catarina de Medici, importou o balleto da corte italiana para sua nova casa na França, onde este se transformouem ballet. Em1573, ela representou “Ballet des Polonais” — música de Roland de Lassus, a poesia de Pierre de Ronsard, e as danças de Balthazar de Beaujoyeux. O mais famoso trabalho de Beaujoyeux foi no Ballet Comique dela Reine, apresentado em 1581.

Luís XIV, patrono das artes e bailarino nos balés da corte, fundou a ‘Academie Royale de danse‘ em 1661.

Seu mestre de dança, Pierre Beauchamps, inventou posicões para os pés na técnica de ballet clássico e ainda criou muitos ballet, divertissements, e comédias-ballet (uma comédia falada com dança) com a colaboração de Moliere e do compositor Jean Baptiste Lully. “Le Triomphe de L’Amour” (1681) foi a obra-prima de Beauchamps e Lully; ela agradou La Fontaine, a primeira mulher a dançar profissionalmente o ballet. A partir daí o francês passou a ser a língua oficial do ballet, onde cada passo tem seu nome descrito por ela.

O Ballet Romântico

No final do século XVIII e no começo do século XIX o ballet produziu trabalhos que ainda são exibidos nos dias atuais e cuja capacidade de experiência era grande. O ballet francêsLa fille mal gardee” (1789) é o mais velho trabalho que ainda é apresentado.

Coreografado por Jean Dauberval, o ballet usava trabalhadores como personagens e às vezes danças rústicas, mas ainda seguindo os estilo francês dos ballet românticos da década de 1830 e de 1840. As reformas ocorridas na técnica que resultaram no movimento romântico foram arquivadas pelos mestres italianos do ballet Salvatore Vigano e Carlo Blasis e pelo francês Charles Didelot, que encoragou o uso da técnica das sapatilhas de ponta para as mulheres.

O ballet romântico de Filippo Taglioni entitulado “La Sylphide” (1832) foi criado em homenagem à sua filha, Marie Taglioni. Foi neste trabalho que se foi usado os primeiros tutus.

“La Sylphide” marcou um avanço na técnica da dança por simular uma dança flutuante. O trabalho permitiu que os Taglioni pudessem trabalhar melhor o funcionamento da ponta, cujas coreografias enfatizavam os efeitos do corpo de baile e as valsas à dois, além de adagios. Neste balé e em “Giselle” (1841) a idéia da bailarina moderna estava nascida, não somente em sua autoridade mas na sua capacidade de dançar melhor.

A música do ballet francês alcançou grande expressão nos balés compostos por Leo Delibes: La Sylphide(1870) coreografado por Arthur Saint-Leon e “Silvia” (1876) coreografado por Louis Merante.

Surge o Ballet Profissional

No início do século XVIII, o balé se tornou uma profissão, com escolas, teatros e dançarinos pagos. Duas dançarinas francesas, Marie Salle

e Marie Camargo,conhecida como La Camargo,

alcançaram fama com o refinamento das técnicas da dança. O compositor de músicas para balé que mais chamou a atenção na época foi Jean Philippe Rameau. Os estilo dominante de dança neste século foi o ballet d’action (balé d’ação), que tentava unir os espetáculos claras narrativas indicadas em mímica e dança.

Jean Georges Noverre criou sozinho 150 balé e trabalhou na Inglaterra, Áustria, Itália e Alemanha. O novo realismo atingia o palco, banindo máscaras e trazendo vestes comuns da época à dança.

Mestre da Ópera-Comique, Jean Georges Noverre (1727-1810) propôs à dança um retorno à Natureza, alma, simplicidade. Termos esses que encontramos nas famosas páginas de “Lettres sur la Danse et sur les Ballets“. O belo, segundo Noverre, exige a razão, em vez da imbecilidade, o espírito, em vez de golpes de força, a expressão em vez de dificuldades técnicas, a graça, em vez de gracejos, o sentimento, em vez de rotinas de passos, o jogo característico da fisionomia, em vez de máscaras inexpressivas…

Separei este trecho, que acho bem interessante: “Eu admiro o dançarino-máquina, eu rendo justiça à sua força, à sua agilidade, mas ele não me faz sentir nenhuma emoção.  O ballet d’action  é a arte de fazer passar, por meio da expressão em nossos movimentos (gestos e fisionomia), nosso sentimento e nossas paixões na alma aos espectadores. A ação não é outra coisa senão a pantomima, e esta segue a naturezaem tudo. Ela está au-dessus das regras e não pode ser ensinada”.

Noverre levava seus discípulos às ruas para que estudassem os movimentos de seus contemporâneos, em vez de copiar os modos corteses.

“E os Ballets tornar-se-ão Poemas” Noverre.

O Ballet Contemporâneo

O balé Francês não atingiu nenhum renascimento no século XX, apesar de todos os esforços dos velhos coreógrafos do Opera Ballet como Leo Staats e Serge Lifar e outros influenciáveis coreógrafos franceses, incluindo Roland Petit

e Maurice Bejart.

 

Um pouco da história das pontas

A história das sapatilhas de ponta se confunde com a história da técnica da ponta, as duas se completam, pois evoluíram juntas, cada uma elaborou a outra.

Tudo começa quando a princesa italiana Catarina de Médici casou com o francês Henrique II e introduziram o ballet de cour, ou o ‘ballet da corte’ para a Corte Francesa no século XVI. Dessas primeiras produções com nobres mascarados e fantasiados, a dança da corte evolui para espetáculos extravagantes, onde um vocabulário de passos passou a ser criado – hoje os mesmos passos e as mesmas posições básicas que você faz todo dia em sala de aula.

Por volta de 1600 o rei Luís XIV amava dançar e estrelar as produções da corte. Ele foi chamado de ‘Rei Sol’ devido o papel que interpretou em um dos ballets encenados por sua compania. Quando ele ficou muito velho e gordo para dançar ele continuou a ser um dos maiores patronos do ballet. Ele fundou a Académie Royale de Danse, que depois se tornou o Paris Ópera Ballet.

Ele utilizava o ballet de maneira política, fazendo com que os cortesãos se curvassem e reverenciassem de maneira elegante para ele, para celebrá-lo e glorificá-lo, e assim reforçar o poder do trono.

Antes da bailarina

O ballet era, entretanto, ‘coisa de macho’. A bailarina não existia, a mulher não podia participar do jeito que os homens dançavam, em maior parte por suas roupas. Os homens podiam usar malhas e assim ficar mais livres para executar todo tipo de movimento como saltos e bateria. Já as mulheres tinham que usar aqueles vestidos tipo ‘bolo de noiva’, com muitas saias sobrepostas e saltos enormes, além dos corseletes, que diminuíam a capacidade respiratória.

Só nos séculos XVII e XVIII é que vão surgir bailarinas como

Mlle. Lafontaine

Mlle. Subligny

Marie Prévost

, que dançavam limitadas por suas roupas. Só os homens ficavam com as partes legais. Para piorar, a sociedade achava um absurdo ver as mulheres desfilarem pelos salões reais, e elas sofriam grande preconceito.

Entretanto, por volta de 1730, quando a danse haute substituiu a danse basse , as mulheres começaram a se rebelar contra suas roupas. a danse haute pregava a dança que ocupasse o ar, com salto e giros fantásticos, enquanto a danse basse é aquela que possui mais poses e passos mais calmos. Marie Sallé

soltou o cabelos e conseguiu roupas melhores para desenvolver o ballet d’action , e sua rival, Marie Anne Cupis de Camargo,

baixou os saltos dos sapatos e escandalizou a todos encurtando suas saias para executar novos passos que antes só eram feitos pelos homens, como entrechat quatre e cabriole .

O século XVIII viu o desenvolvimento da bailarina e a expansão do vocabulário do ballet, que incluía mais saltos e giros. Junto com outras estrelas estavam agora Mlle. Lyonnais, famosa por suas gargoulliades , e  Fräulein Heinel, que encantou a Europa com suas múltiplas pirouetas, mas ainda na meia ponta.

 

 

 

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Christian Lacroix

Christian Lacroix, um criador exuberante.

Costureiro francês nascido a 16 de maio de 1951, em Arles, no sul de França. Tinha como aspiração, enquanto jovem, vir a ser curador de um museu e, assim, seguiu estudos em Artes. Licenciou-se na Universidade de Montpellier e, em 1973, mudou-se para Paris, para frequentar o Instituto de Arte, na Sorbonne, com o intuito de fazer uma pós-graduação sobre vestuário no século XVII. Neste estabelecimento de ensino conheceu Françoise, a sua futura mulher, que o convenceu a desenvolver o seu trabalho de design de roupas. Como fruto dessa aposta, que incluiu a exposição dos seus desenhos a gente importante como Karl Lagerfeld, em 1978 arranjou um lugar na Hermés, como assistente de Guy Paulin. Dois anos depois, colaborou com este costureiro na confeção de roupas para a corte imperial japonesa, mas, no ano seguinte, passou a trabalhar na casa de Jean Patou, com Jean-Jacques Picard. Esta dupla dedicou-se então à alta-costura, uma área que na época estava em crise. Ao introduzir a extravagância e o barroco na alta-costura, estabeleceram uma tendência importante para a década de oitenta.

O trabalho de Lacroix foi reconhecido em 1986 ao ser-lhe atribuído o prêmio “Dedal de Ouro”, galardão que tornou a receber em 1988. Também nos Estados Unidos, a sua obra fez furor e, em 1987, foi nomeado pela Comissão da Moda o estilista estrangeiro mais influente no país. Nesse mesmo ano, fundou a casa Lacroix, sendo a primeira vez em 25 anos, desde Yves Saint Laurent, que alguém montava uma nova casa de moda em Paris. Apresentou, então, a sua primeira coleção, chocando o mundo da moda com crinolinas espumosas, altas cabeleiras com talco estilo Luís XIV e roupões coloridos. Recebeu grandes aplausos e também algumas críticas negativas, como as provenientes dos Estados Unidos, onde lhe chamaram machista e retrógrado.

O certo é que Lacroix foi visto como um salvador da moda, que atravessava um período de estagnação em termos de idéias. No entanto, apenas vendeu cerca de vinte dos seus suntuosos e caros vestidos em dois anos. Cada vestido vendido significava uma boa quantia de dinheiro, mas nem por isso a casa de Lacroix evitou andar envolvida em dívidas durante sete anos.

Resolveu então, logo em 1988, lançar linhas de prêt-à-porter e, no ano seguinte, dedicar-se aos acessórios. Em 1990, apresentou o primeiro perfume Lacroix, chamado C’estla Vie! e, quatro anos mais tarde, criou a linha de vestuário Bazaar, acessível aos admiradores que não tinham posses para comprar as grandes criações. Contudo, ao contrário de muitos outros criadores que se concentraram apenas no pronto-a-vestir, continua a apostar em roupas pomposas para fazer desfilar nas passerelles.

A diversificação de ofertas com o nome Lacroix prosseguiu em 1995, com os têxteis para casa, e em 1996, com os jeans.

Lacroix, que também desenha roupa para companhias de ópera e teatro, uma das suas grandes paixões, atualmente tem lojas em Nova Iorque, Londres, Genebra e no Japão.

“Christian Lacroix foi um dos estilistas mais influentes da moda na segunda metade da década de 80 do século xx. estilista na casa de . O sucesso do seu trabalho na Patou fez com que um grupo financeiro se interessasse em fundar uma casa de costura e uma marca com o seu nome em 1987. No final dos anos 80, quando a simplicidade e o minimalismo começavam a dominar a moda, os seus modelos em cores vivas, estampados vibrantes, bordados elaborados, misturas de tecidos e silhuetas volumosas trouxeram um novo fôlego e de certa forma optimismo à indústria da moda. Desde 1989 começou a desenhar a sua linha de pronto-a-vestir.” (Traduzido e adaptado de: Fashion, vários autores, Taschen, 2002)

Inovador e arrojado, o estilista francês ganhou fama internacional ao reinventar a alta-costura, levando para as passarelas do mundo vestidos que exibem o requinte de tecidos volumosos e a exuberância do preto e do vermelho. Inspirado no luxo e na ousadia da cultura espanhola, ele traz em suas criações vestidos esvoaçantes, cores fortes, pedrarias e muita sofisticação. 

 Christian Lacroix é um dos mais respeitados estilistas em todo o mundo, fazendo moda para mulheres e homens, além de uma linha de acessórios.

Aos três anos de idade,filho de uma família de classe média alta, na qual uma carreira na engenharia era um destino mais ou menos comum, Lacroix logo demonstrou ter outros sonhos para realizar na vida.

Seus estudos, durante quatro anos, foram feitos em Montpellier, época durante a qual chegou a pensar em tornar-se professor de Latim, Grego ou História da Arte. Seu desejo era ir para Paris, mas acreditava não estar ainda preparado para aquela cidade difícil de conquistar, de acordo com sua avaliação. Quando finalmente chegou à capital francesa, decidiu fazer, no Louvre, um curso para tornar-se curador de museus. Sonhava, também, com o cinema e o teatro, quem sabe criar os figurinos para um filme dos cineastas italianos Luchino Visconti ou Federico Fellini – tivesse tido essa chance, Lacroix acredita, não teria se tornado um estilista.

Em Paris, antes de encontrar sua profissão definitiva, e apenas dez dias depois de sua chegada, ele conheceu numa festa uma jovem chamada Françoise Rosensthiel. Foi paixão à primeira vista, ainda mais porque Françoise materializava exatamente a mulher ideal com a qual Lacroix sempre sonhara – pequena, pálida, de cabelos acobreados. E foi através dela, afinal, que o mundo da moda chegou a ele.

Lacroix desenhou um convite para uma festa de aniversário de uma amiga de Françoise, Nicole, que logo viu naqueles traços tudo o que um estilista de moda precisa terpersonalidade, ousadia, criatividade. Foi através de Nicole que Lacroix acabou conhecendo Marie Rucki, diretora do lendário estúdio Berçot, de Paris, uma reconhecida lançadora de talentos de moda. Rucki aconselhou-o a não perder mais tempo, e o recomendou a Karl Lagerfeld, todo-poderoso diretor da marca Chanel.

Ao mesmo tempo, a mulher de Lacroix começou a trabalhar com Jean-Jacques Picart, diretor de uma assessoria de imprensa que tinha entre seus clientes o estilista Thierry Mugler. Em 1978, o casal Lacroix foi para Nova York, e ali recebeu a convocação de Picart: encarregado pela casa Hermès para mudar sua comunicação, ele ofereceu um lugar em seu birô de estilo a Lacroix. Foi aí que aprendeu os rudimentos de sua futura profissão.

Anos mais tarde, em 2007, firmou parceria com a empresa de cosméticos Avon, assinando uma coleção exclusiva denominada Christian Lacroix Rouge, com uma fragrância para homens e outra para mulheres. Mais tarde, expandiu sua coleção junto à marca com o lançamento do Christian Lacroix Absynthe em 2009, e com o Christian Lacroix Nuit em 2011.

Christian Lacroix é hoje conhecido como um estilista cuja criação é, no mínimo, exuberante no corte e especialmente nas cores que utiliza – um mago das cores costuma ser a definição da crítica. Seus tons favoritos são o vermelho e o laranja, e ele sabe combiná-los como ninguém, além de ousar outras parcerias entre o azul marinho e o branco, e entre azuis e rosas vibrantes. Seja o que for, pode não durar muito, com Lacroix: “Eu me recuso a ser prisioneiro de minha própria imagem”, costuma afirmar.

 

Texte de la revue Elle sur Lacroix

Christian Lacroix fête cette année ses 25 ans d’existence. Tout ce qu’il faut savoir sur l’histoire de la maison  !

La maison de couture Christian Lacroix est fondée en 1987 par le créateur du même nom.

Installé au 73, rue du faubourg St. Honoré, soutenu par la Financière Agache et Bernard Arnault, Christian Lacroix présente sa première collection haute couture le 26 juillet de la même année. Le couturier arlésien réussit alors un coup d’éclat en faisant défiler des mannequins vêtues de jupes ponchos en poulain tâché, de spencer et boléros de velours noir brodés de passementeries, de jupes caparaçons et de fichus rouge sang sur des jupes à pouf chantilly ou crinoline. La mode selon Christian Lacroix bouscule le goût du moment, réaffirmant celui de l’opulence et de l’exubérance, renouant avec les mélanges virtuoses et la fascination de la sophistication, dans des registres folkloriques, historiques ou hispaniques réinterprétés avec brio. En 1988, la ligne de prêt-à-porter de la maison voit le jour. La fabrication des vêtements est assurée, sous licence, par le groupe italien Genny jusqu’en 1991, puis à partir de cette date par la société Indréco. La même année, la maison Christian Lacroix emménage sur l’avenue Montaigne à Paris. Dans les années 1990, la marque poursuit son développement tout en diversifiant ses activités. La ligne accessoires nait en 1989. Le premier parfum, C’est la Vie !, est lancé en 1990.

La ligne de diffusion de la maison, baptisée Bazar, débute en 1994 et est suivie, en 1995, d’une ligne de linge de maison puis, en 1998, d’une ligne de porcelaine, d’orfèvrerie et de cristal. Entre temps, en 1992, Christian Lacroix nomme Marie Seznec à la direction artistique de la ligne haute couture de la maison. En 2003, la maison se lance dans la mode masculine avec la création d’une collection pour hommes. Un an plus tard, la marque est revendue au groupe Falic Fashion qui met un terme aux lignes secondaires de la marque. Chute des ventes de 35%, pertes de 10 millions d’euros en 2008… suite à la crise financière, la marque doit déposer une déclaration de cessation de paiements en mai 2009. Elle est alors mise en redressement judiciaire un mois plus tard, ne trouve pas de repreneur et cesse ses activités. Après une collection réduite pour le défilé Haute-Couture en juillet 2009, la maison Christian Lacroix ne participe pas aux défilés du printemps-été 2010. L’année suivante, le créateur annonce qu’il se recentre sur les activités de la société XCLX spécialisée dans le design, le costume et la décoration. La maison Christian Lacroix continue cependant de présenter ses collections hommes sous la conduite du directeur artistique de la marque, Sacha Walckhoff.

site : http://www.christian-lacroix.fr/

video :

CHRISTIAN LACROIX Men Spring-Summer 2013

 

 

 

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Jacques Brel


Jacques Brel

Jacques Romain Georges Brel (Schaerbeek, 8 de Abril de 1929 — Bobigny, 9 de Outubro de 1978) foi um autor de canções, compositor e cantor belga francófono. Esteve ainda ligado ao cinema de língua francesa. Tornou-se internacionalmente conhecido pela música Ne me quitte pas, interpretada e composta por ele.


 Ne me quitte pas

Il faut oublier
Tout peut s’oublier
Qui s’enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheur
Ne me quitte pas (4 fois)

Moi je t’offrirai
Des perles du pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu’après ma mort
Pour couvrir ton corps
D’or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l’amour sera roi
Où l’amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas (4 fois)

Ne me quitte pas
Je t’inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s’embraser
Je te raconterai
L’histoire de ce roi
Mort de n’avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas (4 fois)

On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l’ancien volcan
Qu’on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu’un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu’un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s’épousent-ils pas
Ne me quitte pas (4 fois)

Ne me quitte pas
Je ne veux plus pleurer
Je ne veux plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t’écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L’ombre de ton ombre
L’ombre de ta main
L’ombre de ton chien
Ne me quitte pas (4 fois)

“Demasiado feio” diziam uns, “Fala com sotaque” diziam outros. Nada parecia ajudar o Jacky nas suas primeiras incursões na televisão francesa. O que é certo, é que quando se tem talento não importa ter cara de cavalo. No entanto seria preciso uma década (toda a década de 50) para Brel poder enfim repartir o palco com o mais célebre cantor francês da altura Charles Aznavour

No início dos anos 60, Brel era já considerado um marco incontornável da cultura francófona ao ponto de ser confundido como personalidade francesa (Não, ele era Belga e tinha orgulho nisso). E o mundo reparou nele. Não só pelas canções, mas também  pelas representações. Cada música de Brel é uma história que tem de ser representada através de gestos, voz e postura. Esta forma de cantar, meio ópera meio burlesco, atraiu a atenção de vários artistas que procuravam novas formas de estar em palco.

Infeliz com as mulheres, sufocado pela fama e abatido pelo cancro, Jacques Brel refugia-se nas Ilhas Marquesas (Hiva Oa ), onde morre em 1978. Encontra-se sepultado na ilha junto à campa de Gauguin.

Duas músicas: “Les Flamandes” (crítico e corrosivo) e “Mon Enfance” (a poesia acima de tudo).

Muitas cantoras interpretaram Ne me quitte pas, vou colocar algumas  que eu gosto muito!

Nina Simone

Maysa

Maria Gadú

Version en anglais – Patricia Kaas


 

 

 

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Fromage!!!

Na França, a origem da palavra fromage (queijo em francês) nasceu da palavra formaticum derivada do latim, na época em que os romanos deram início a sua produção para o suprimento de seus legionários. A partir daí, surgiram as nomeações formaggio, para a língua italiana, furmo para a provençal e formatge para a catalã.

A França  é um dos maiores produtores mundiais de queijo e é também conhecida como a “terra dos mil queijos”, e se orgulha de ter uma tal variedade de queijos para escolher uma opção diferente para cada um dos 365 dias do ano. General de Gaulle disse que estava “praticamente impossível governar um país com mais de 200 variedades de queijo.”  Agora a oferta e variedade de queijos franceses aumentou para atingir o impressionante número de 500. Há aqueles à base de leite de vaca, cabra, ovelha, curado, semi-maduro, fresco, azul, enfim, uma gama impressionante.  São protegidos pelo sistema de denominação de origem.

É praticamente impossível datar o início da produção deste derivado do leite em França, mas já no ano 60 o historiador romano Plínio, O Velho se referia aos queijos de Arvernes e Gévaudan, territórios gauleses.

Conhecido no mundo todo, o queijo está presente de petiscos a pratos principais, exibindo uma variedade quase infinita de cores, cheiros e sabores. Existem hoje centenas de tipos de queijos , sendo que os diversos estilos e sabores são o resultado de formas diversificadas de produção, tais como o uso do leite de diferentes mamíferos, o acréscimo de diferentes teores de gordura, o emprego de determinadas espécies de bactérias e bolores e a adição de agentes aromatizantes tais como ervas, especiarias ou defumação.

Cada região ou pequena cidade produz qualidades específicas da iguaria e até dão nome a elas. Cremosos, firmes, macios, aromáticos, adocicados ou picantes

Alguns dos queijos mais conhecidos da França

Um dos mais famosos queijos de França é o Camembert, originário de uma localidade com este nome, situada na Normandia. Trata-se de um queijo suave e cremoso, feito com base em leite de vaca não pasteurizado . O Camembert é um queijo granuloso e espesso que, com o envelhecimento, fica com uma sabor mais acentuado. É consumido, essencialmente com pão . Este queijo teria sido criado em 1791, embora com as atuais características só tenha começado a ser produzido em finais do século XIX.

O Brie, que tem origem no século VIII, é um queijo redondo, cor de creme, com uma cinta branca comestível. O seu conteúdo amanteigado tanto pode ser feito a partir de leite de vaca cru ou pasteurizado, gordo ou magro, e deve ser consumido poucos dias depois de ser aberto. Originário das cidades de Seine e Marne, em 1815 foi considerado o rei dos queijos. Produzido em diversos países, o verdadeiro Brie vem mesmo da França, primeiramente da cidade de mesmo nome (a 50 kmde Paris) e posteriormente de Meaux.

O Roquefort, outro dos grandes queijos franceses, é elaborado com leite cru de ovelha e tem origem na região de Causses de l’Aveyron, onde terá aparecido já no final da Idade Média.  É fabricado em Roquefort (região de Aveyron). Tem um sabor delicado, mas picante. A sua massa tem miolo de pão bolorento, o que lhe confere característicos veios esverdeados.

O queijo Caprice des Dieux, feito à base de leite de vaca, foi criado em 1956 em Illoud, no Haute-Marne, caracterizando-se por ter uma pasta mole. Este queijo surgiu por iniciativa do dono de uma pequena leitaria que queria lançar um produto que se destacasse para além da região onde vivia. Após cinco anos de estudos, lançou o Caprice de Dieux, com um sabor cremoso, ligeiramente salgado a acidado.

O queijo Raclette, de origem suíça, tornou-se num dos mais populares de França, onde é feito com leite de vaca pasteurizado nas regiões de Savoie, Franche-Comté e Bretanha. Tem forma de prato e deve maturar entre três a seis meses.  Apesar de existir, pelo menos, desde o século XVI, a designação raclette só surgiu em 1909, numa exposição em Valais.

Chèvres – queijo de cabra

Geralmente, são produzidos apenas com leite de cabra, porém pode haver mistura com leite de vaca e de ovelha. A palavra chèvre (cabra em português) estampada na embalagem mostra que o queijo é feito somente com leite de cabra. Se for feito com 50% de leite de cabra e 50% de outro tipo de leite é chamado de mi-chèvre. queijos caseiros . O queijo de cabra pode ser classificado de acordo com a consistência da massa e o processo de cura, que irão determinar o seu aroma e o seu sabor. Fica ótimo amassado com um garfo e temperado com azeite de oliva e ervas frescas (salsinha, cebolinha e até hortelã) ou com especiarias (experimente com pimenta-do-reino moída, pimenta rosa ou curry).

Emental Grand Cru

O emental é um queijo típico da Suíça, mas os franceses também produzem uma variação sofisticada do produto, o emental grand cru, com sabor mais adocicado que o emental tradicional.

Reblochon

É um queijo tradicional das montanhas da Savoie, situadas entre a França, a Suíça e a Itália. A origem do seu nome vem do dialeto da Savoie “reblochi”, que significa “ordenhar mais uma vez”. Ele é fabricado com leite integral orgânico pasteurizado de vaca e apresenta uma pasta de cor marfim clara, fina e lisa, com alguns furos redondos e brilhantes.

Saint-Paulin

Este queijo é fabricado com leite pasteurizado e caracteriza-se por sua cremosidade e delicadeza, mantendo sua forma e firmeza que lhe permitem fácil conservação.

Cantal

Queijo bem curado, aromático e meio duro, típico da região de Auvergne. Além de fabricar as melhores marcas de água mineral da Europa, o lugar produz esse que é o queijo ralado mais consumido pelo povo francês.

Comté

Queijo francês duro, parecido com o suíço gruyère, dá bons resultados depois de derretido e é muito usado em foundues.

Brillat-Savarin,  foi criado em 1930 por Henri Androüet que o batizou com o nome de um grande gourmet do século XVIII. É um queijo de leite de vaca que se come fresco . Sua massa é cremosa, seu gosto delicado e sua casca fina. Ele não provoca o choque que um queijo como o roquefort pode provocar e seu aroma é delicado e discreto.

Em um jantar chez des amis provei pela primeira vez o Saint Félicien. Grande descoberta! Um queijo com massa cremosa e um cheiro discreto. Depois, resolvi provar um queijo da mesma família e comprei o Saint Marcellin.

Outra grande descoberta! Este último tem uma personalidade mais forte, com um cheiro mais pronunciado e a mesma massa cremosa. Difícil encontrar estes produtos nos restaurantes. Um conselho: comprem nas fromageries um dos dois, em seguida uma baguette e uma garrafa de vinho, corram para o quarto do hotel e degustem.

Boursin

Fresco, macio e cremoso, oferecem outras opções de variedade quanto ao sabor. Além do sabor natural, encontram-se também os queijos aromatizados com pimenta, páprica, ervas finas, alho e uva passa.

 

Tête-de-Moine -  significa cabeça de monge, com referencia ao corte de cabelo dos religiosos, pois a parte de cima do queijo é removida antes de ir a mesa. Tem a casca resistente de cor amarelo-amarronzada e a massa compacta, mas fácil de cortar.

Tem aroma acentuado e sabor de nozes. A tradição pede que seja servido em fatias franzidas como se fosse flores. Para facilitar, use um fatiador próprio, que vem com manivela. Corte o topo do queijo com uma faca de lamina longa, encaixe a base no fatiador, ajuste a manivela e raspe o topo.

Port-Salut

Originalmente fabricado pelos monges da abadia de Port-du-Salut. Sabor acentuado e um dos mais picantes, macio mas ligeiramente consistente. Mais amarelo e coberto com uma casca alaranjada, considerado pelos experts como um dos melhores queijos.

Alguns especialistas na matéria aconselham comer certos queijos acompanhados com frutas (uvas, morangos, figos). E vinho é claro.  Queijos e frutas é uma delícia.

Le plateau de présentation

Quelle que soit l’occasion, les fromages peuvent être mis en valeur si on les présente avec soin. Pour ce faire, il suffit parfois d’apporter un soin particulier au choix du plateau ou de l’assiette qui servira à la présentation. Jouez sur les couleurs et les textures : marbre, bois, céramique, faïence… N’oubliez pas que le plaisir de l’œil précède celui de la bouche.

 

No Brasil

Já se você não tem o privilégio de morar perto dos maiores fabricantes de queijo do mundo, não se preocupe, pois aqui no Brasil você também poderá encontrar essas delícias para satisfazer o seu paladar:

 

- Empórios em São Paulo:

http://www.emporiosantamaria.com.br

http://www.santaluzia.com.br

 

- Mercado municipal de São Paulo

www.mercadomunicipal.com.br

www.chiappetta.com.br

 

-Supermercados

http://www.paodeacucar.com.br

 

 

Fontes:

http://www.conexaoparis.com.br/2008/11/18/queijos-franceses-especificos-do-outonoinverno/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Queijo

http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Gastronomia/Noticia/Queijos_franceses.aspx?ID=2336

http://salondufromage.blogspot.com/2009/10/queijarias-na-franca-e-espanha-depois.html

http://gcnturismo.wordpress.com/2011/03/22/um-tour-pelos-queijos-franceses/

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Lavande

As lavandas (popularmente conhecidas como alfazemas) são plantas do gênero Lavandula, da família Lamiaceae.

Suas flores são usadas para arranjos florais secos. As flores púrpuras e os brotos, de fragrância suave, são utilizados em potpourris. Secos e embalados em pequenos saquinhos de tecido de algodão são utilizados para serem colocados entre as roupas do armário para dar-lhes uma fragrância fresca e agradadável, e também para impedir a presença de insetos e parasitas.

O cultivo comercial da planta é para a extração de óleos das flores, caules e plantas, que são utilizados como anti-sépticos, em aromaterapia e na indústria de cosméticos. Como produto terapêutico, em infusão, deve ser evitado o uso contínuo, podendo produzir excitação em dose tóxica.

O óleo essencial da lavanda (do latim “lavare”, “lavar”) já era utilizado pelos romanos para lavar roupa, tomar banho, aromatizar ambientes e como produto curativo (indicado para insônia, calmante, relaxante, dores, etc.). O óleo é obtido da destilação das flores, caules e folhas da espécie Lavandula officinalis. Entre várias substâncias, o óleo apresenta na sua composição o linalol e o acetato de linalila, que conferem a sua fragrância e, ainda, resina, saponina, taninos cumarinas.

As flores de lavanda produzem um néctar abundante que rende um mel de alta qualidade produzida pelas abelhas. O mel da variedade lavanda foi produzido inicialmente nos paises que cercam o Mediterrâneo, e introduzido no mercado mundial como um produto de qualidade superior. As flores da lavanda podem ser utilizadas como decoração de bolos. A lavanda também é usado como erva isoladamente ou como ingrediente da erva da Provence (França).

Lavandas nativas são encontradas nas Ilhas Canárias, norte e oeste da África, sul da Europa e no Mediterrâneo, Arábia e Índia.

Os maiores produtores de lavanda são a Bulgária, França, Grã-Bretanha, Austrália e Rússia.

Uma lenda cristã diz que a lavanda originalmente não tinha cheiro, mas que desde que a Virgem Maria secou as fraldas do Menino Jesus sobre folhas da planta, ela ganhou um perfume celestial. O óleo essencial de lavanda é conhecido hoje por suas muitas aplicações aromaterapêuticas.

A lavanda continua a ser um dos aromas favoritos para roupas e armários, sabonetes e até lustra-móveis. Ela era tradicionalmente inalada para aliviar a exaustão, insônia, irritabilidade e depressão. Na era vitoriana, as mulheres a usavam em travesseiros, que cheiravam para se recuperar os desmaios causados pelos corpetes apertados.

A principio explorada na natureza e colhidas principalmente por pastores, a lavanda é cultivada desde o século XIX para alimentar a indústria de fragrâncias.

Ela cresce a partir de 600 metros de altitude. Por destilação, nós obtemos o óleo essencial de lavanda, o mais sutil e mais procurados pelos fabricantes de perfumes e laboratórios.

Como um bom vinho, lavanda tem sua denominação: Le terroir de l’AOC ” Huile essentielle de lavande de Haute Provence” ( “óleo essencial de lavanda em Haute Provence” ) se estende sobre as áreas montanhosas do Alpes de Haute-Provence, Hautes-Alpes, Drôme e Vaucluse.

Verde na Primavera, os campos estão cobertos em junho, com perfumadas ondas roxas.

É hora de seguir os caminhos de lavanda, que incluem várias rotas a pé, de bicicleta ou de carro, um turbilhão de festas incluindo Buis-les-Baronnies Valaurie, Apt, St-André-les-Alpes, Valensole , Montelimar, Valréas e Digne-les-Bains, lojas, visitas de destilaria, reuniões com os produtores, workshops e “des soins de beauté et de bien-être”

Imagine as inúmeras virtudes de uma imersão total no lavanda!

Endereços:

La Maison du Moulin, uma encantadora casa de hóspedes oferece uma oficina de culinária de lavanda que explora as muitas maneiras de preparar lavanda. Bento chamadas feitas de açúcar, sal, xarope, manteiga, sorvete, shortbread, madeleines, mas também usa lavanda para aromatizar o foie gras com confit de cebola, cordeiro, peixe e frango .La Maison du Moulin está localizado em Grignan e há ótimas fotos para fazer campos de lavanda acenando à sombra do castelo de Grignan.

www.maisondumoulin.com

Localizado perto dos campos de lavanda, o Hostellerie Le Phebus em Gordes-Joucas, uma instituição da bandeira Relais & Chateaux, registrou alguns pratos perfumados com lavanda em seu menu.

www.lephebus.com

 

Também: Le Relais d’Aurel, no Pays de Sault, que oferece um programa para encontrar os agricultores de lavanda e destiladores do país azul. Programa de 2, 4 ou 6 noites com 1, 2 ou 3 tardes de lavanda.

www.provenceweb.fr/84/relais-ventoux

Mais uma curiosidadeDas diversas fragrâncias testadas por pesquisadores da aromaterapia, a lavanda é a mais efetiva em relaxar as ondas cerebrais e reduzir o estresse. Também reduziu em quase 25% os erros de pessoas que trabalham no computador, quando usada para perfumar escritórios.

Le Musée de la lavande a été créé par la famille Lincelé, cultivateurs et distillateurs de lavande fine de père en fils depuis plus de 5 générations. 

La ferme “Le Château du Bois” est située à Lagarde d’Apt, sur les Monts de Vaucluse à 1100 mètres d’altitude. On y cultive 80 hectares de lavande fine. Les Lincelé sont parmi les plus importants producteurs de lavande fine de la région. 

La lavande commence à fleurir à la mi-juin. Fin juillet, nous la coupons à la machine et nous la distillons dans notre propre distillerie.

Musée de la Lavande
Route de Gordes
84220 Coustellet 
Luberon – Provence
Tél : 04 90 76 91 23 – Fax : 04 90 76 85 52 

Alguns videos:


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Asterix & Obelix

Asterix (em francês: Astérix), é uma série de histórias em quadrinhos criada na França por Albert Uderzo e René Goscinny no ano de 1959. Após o falecimento de Goscinny, Uderzo prosseguiu o trabalho – apesar de ter afirmado que não quer que ninguém continue a série após a sua morte.Albert Uderzo anunciou sua aposentadoria no fim de setembro de 2010 com então 84 anos, após atingir a marca histórica de 350 milhões de unidades vendidas em todo o mundo e diversas línguas.

As primeiras publicações surgiram na revista Pilote, logo no primeiro número a 29 de Outubro de 1959. O primeiro álbum Asterix o Gaulês, foi editado em1961. A partir do qual, começaram a ser lançados anualmente..

As histórias de Asterix foram traduzidas (até o momento) para 83 línguas e 29 dialetos, sendo muito populares na Europa, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, América do Sul, África e Ásia. Porém não são ainda tão conhecidas nos Estados Unidos da América e no Japão.

Até os dias de hoje foram lançados 34 álbuns, que venderam 350 milhões exemplares em todo o mundo,um dos quais é uma compilação de histórias curtas. Asterix também inspirou 11 adaptações para cinema (8 de animação e 3 de imagem real), jogos, brinquedos e um parque temático.

 Enredo

Este é o prólogo de todas as edições dos livros de Asterix, o gaulês: “Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos … Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor. E a vida não é nada fácil para as guarnições de legionários romanos nos campos fortificados de Babaorum, Aquarium, Laudanum e Petibonum …”

Asterix reside com seus amigos em uma pequena aldeia gaulesa situada em uma península na Armórica, ao norte da antiga Gália. Para resistir ao domínio romano, os aldeões contam com a ajuda de uma poção mágica que lhes dá uma força sobre-humana, preparada pelo druida Panoramix. A exceção é Obelix, que caiu dentro de um caldeirão cheio da poção quando ainda era um bebê, e daí adquiriu permanentemente a superforça.

Personagens

Asterix, o herói gaulês e o melhor amigo de Obelix. O seu nome provém da palavra francesa asterisque (asterisco).

Obelix, o distribuidor de menires e o melhor amigo de Asterix. Adquiriu força sobre-humana permanente ao cair dentro de um caldeirão cheio de poção quando era um bebê. Adora o cachorrinho Idéiafix, o qual o acompanha em suas aventuras com Asterix. Só pensa em duas coisas: comer javalis e bater nos romanos. Seu nome provém do francês obelisque (obelisco), relativo ao seu trabalho com menires.

Panoramix, o velho druida que aconselha Asterix, Obelix e o chefe Abracourcix – é o único a saber preparar a poção mágica. O seu nome provém do francês panoramique (panorâmico).

Matasetix ou Abracourcix (no original, Abraracurcix), é o chefe da aldeia. O seu nome provém do original francês à bras raccourcis (braço partido), em português evoca “abra um curso”.

Cacofonix ou Chatotorix, (no original, Assurancetourix), o bardo. Um péssimo cantor, mas um bom companheiro. O seu nome provém do francês assurance tous risques (seguro contra todos os riscos).

Idéiafix (no original, Idéfix), o cão–mascote da aldeia. O seu nome provém do francês ideé fixe (idéia fixa).

Prolix, o profeta charlatão. O seu nome provém de prolixo.

Decanonix ou Veteranix (no original, Agecanonix), o habitante mais idoso da aldeia (conta 93 anos), também conhecido como Geriatrix em algumas versões. O seu nome provém do francês age canonique (idade canônica).

Éautomatix ou Automatix (no original, Cétautomatix), ferreiro que sempre critica a qualidade dos peixes vendidos por Ordenalfabetix. O seu nome provém do francês c’est automatique (é automático).

Ordemalfabetix ou Ordenalfabetix (no original, Ordralfabetix), o peixeiro que sempre está brigando com Automatix por causa de suas críticas. O seu nome provém do francês ordre alfabetix (ordem alfabética).

Júlio César, o majestoso e inteligente imperador romano, inimigo dos gauleses.

Boapinta ou Naftalina (no original, Bonemine), é a mulher de Abracurcix, sempre arrependida de ter casado com este. Seu nome, no original (Bonemine), vem do francês bonne mine, significando “estar em forma”, “estar bem”, “disposta”.

Humor

O humor de Asterix é tipicamente francês, com trocadilhos, caricaturas e estereótipos.

Estereótipos e alusões

Asterix e Obelix encontram muitas alusões ao século XX em suas jornadas. Os godos são militaristas, lembrando os alemães dos séculos XIX e XX; os bretões são fleumáticos, educados, falam ao contrário (numa tradução direta do inglês, como “Eu peço seu o perdão?”), tomam cerveja quente e água quente com leite (até Asterix ter-lhes levado o chá) e conduzem do lado esquerdo da estrada; a Hispânia é um local cheio de pessoas de sangue quente e turistas; e os lusitanos são baixinhos e educados (Uderzo disse que todo os portugueses que ele conhecera eram assim). Há também humor com franceses: os normandos comem tudo com creme, e os corsos são preguiçosos e têm queijos nauseabundos.

Existem muitas caricaturas, como o burocrata de Obelix e Companhia baseado em Jacques Chirac. Alguns personagens que servem de alusão ao local visitado: Cleópatra é inspiradaem Elizabeth Taylor, ao visitar a Bretanha encontram-se quatro bardos famosos lembrando os Beatles, encontram na Bélgica Dupond e Dupont de Tintin, e na Hispânia Dom Quixote e Sancho Pança. Nos livros mais recentes aumentam as paródias, com o espião Zerozerosix, baseadoem Sean Connery, o escravo Spartakis, baseadoem Kirk Douglas, e um alienígena inspiradoem Mickey Mouse.

Linguagem

 Uma das bases do humor são os trocadilhos, a começar pelos protagonistas, batizados com os símbolos para notas de rodapé: asterisco (*) e obelisco (†). Para aumentar os trocadilhos, todos os povos têm terminações comuns de nomes: os gauleses terminam em -ix (em possível citação a Vercingetorix) e as gaulesas em -a (Naftalina, Iellousubmarina), os romanos em -us (Acendealus, Apagalus, General Motus), normandos em -af (Batiscaf, Telegraf), bretões em -ax e -os (Relax, Godseivezekingos), egípcios em -is (Pedibis, Quadradetenis), gregos em -os e -as(Okeibos, Plexiglas), vikings em -sen (Kerosen, Franksen), godos em -ic (Clodoric, Eletric), e hispânicos nomes compostos (Conchampiñon & Champignon, Lindonjonsón & Nixón).

Religiosidade

 Cada povo possui os seus credos e isso é bem evidenciado.

Os gauleses veneram Tutatis e Belenos. (Por Tutatis e por Belenos!)

Já os romanos sempre rogam graças a Juno, Júpiter, etc. (Por Juno e Júpiter!)

Piadas recorrentes

 O bordão de Obelix é “Esses [o nome do povo] são uns loucos”, sendo “romanos” o povo mais frequente.

O péssimo canto de Chatotorix (que em livros tardios enerva os deuses e leva à chuva), geralmente impedido por Automatix.

Automatix reclamar dos peixes de Ordenalfabetix, iniciando uma briga entre toda a aldeia.

Obelix requisitar poção mágica apesar desta ter efeito permanente nele (em A Galerade Obelix, ele acaba por tomá-la com graves consequências).

Legionários reclamarem após serem espancados ou fazendo trabalhos tediosos (“alistem-se, diziam eles”).

A gula de Obelix.

Um grupo de piratas (paródia de Barba Ruiva, uma história contemporânea) que ao se encontrar com Asterix e Obelix, geralmente têm seu navio afundado (às vezes, eles até sacrificam o seu próprio barco para evitar a surra dos gauleses).

Chatotorix ser amarrado na hora do banquete para que não possa cantar.

Revisionismo

 Certas piadas provêm de fatos históricos:

Após atravessar o canal da Mancha, Obelix sugere um túnel sob o mesmo canal, e um bretão responde que já planejam construir um;

Obelix quebra o nariz da Esfinge;

Asterix diz a Cleópatra para apelar aos gauleses para, por exemplo, eles construírem um canal entre os mares Mediterrâneo e Vermelho;

Os gregos impedem substâncias que dão força extra nas Olimpíadas;

Asterix introduz o chá na Inglaterra (trazido por Panoramix da Hispânia);

Os menires de Obelix viram as rochas de Carnac;

Muitas vezes a aparição de Brutus alude à sua participação na morte de César.

Em “Asterix entre os godos” os godos planejam sadicamente matar o druida; entre uma das idéias ocorre a de fervê-lo em uma panela fechada, que Asterix estranhamente não vê como uma má idéia, visto que foi um francês que inventou a panela de pressão (Marmita de Papin)

Ordenalfabetix insiste em vender peixes “frescos” de Lutécia (Paris) em uma tribo que vive a metros do mar.

A única coisa que os gauleses temem é que o céu caia nas suas cabeças,esta é uma referência a um evento histórico: quando Alexandre, o Grande, recebeu os celtas que viviam no Adriático, e perguntou a eles o que eles mais temiam, achando que eles diriam que era Alexandre, eles responderam que não temiam ninguém, apenas que o céu caísse sobre eles

Cinema

Algumas histórias de Asterix foram transformadas em filmes de animação e filmes de imagem real.

Filmes:

Asterix & Obelix Contra César

A pequena aldeia de Asterix e Obelix é a pedra no sapato do imperador Júlio César: de toda a França, a aldeia gaulesa é o único local que não é controlado pelo Império Romano. O maior problema, segundo os comandantes da legião romana, é a força descomunal dos gauleses, conseguida através de uma poção mágica preparada pelo druida Panoramix. Entretanto, o comandante Detritus tem um plano para derrotar os gauleses: capturar Obelix e o druida Panoramix.

Asterix & Obelix Missão Cleopatra

Cleópatra (Monica Bellucci), a rainha do Egito, firma uma arrojada aposta com Júlio César (Alain Chabat), imperador de Roma, que determina que ela deverá concluir a construção de um novo palácio em apenas três meses. Desesperado com o pouco tempo que tem para realizar a obra, o arquiteto responsável pelo projeto decide convocar seus amigos Asterix (Christian Clavier) e Obelix (Gérard Depardieu) para ajudá-lo na construção. Porém, legiões do exército romano e ainda os esforços de um arquiteto rival será os obstáculos para que os gauleses possam chegar ao Egito.

 

Asterix nos Jogos Olímpicos

Apaixonadix (Stéphane Rosseau) sonha em se casar com a princesa Irina (Vanessa Hessler). Para tanto ele precisa vencer os Jogos Olímpicos, organizados por Júlio César (Alain Delon) na Grécia. Porém, além de seu porte físico, ele precisa enfrentar como oponente Brutus (Benoít Poelvoorde), que sonha substituir César e deseja vencer os jogos de qualquer maneira. Para conseguir enfrentar este desafio, Apaixonadix conta com a ajuda de Asterix (Clovis Cornillac) e Obelix (Gérard Depardieu), que vão com ele para a Grécia e o ajudam na competição.

 

 

Nos, 2 primeiros filmes o gaulês Asterix foi interpretado pelo ator Christian Clavier. Já no 3º filme, foi interpretado pelo ator Clovis Cornillac. Entretanto, para o papel de Obelix foi escolhido o ator Gérard Depardieu.

4º Filme: Previsto para o final de2012, a adaptação do livro “Asterix  entre os Bretões(1966) para os cinemas. O Filme será  em 3D, tendo novamente Depardieu como Obelix e o ator que interpretou o escriba  Otis em Asterix & Obelix: Missão Cleopatra, Edouard Baer como Asterix.

O personagem francês de bigodes loiros voltará ao cinema, com a adaptação do álbum “Astérix Chez les Bretons”, sob a direção de Laurent Tirard. O longa-metragem, do qual não foram divulgadas as datas nem o elenco, será produzido pelos estúdios da Fidélité, segundo fontes da produção.

A produtora assinou o acordo com Editions Albert-René (Hachette), que controla os direitos. Essa nova adaptação das aventuras de Asterix será a quarta realizada com personagens e cenários reais (não com animação).

Nessa ocasião, os heróis franceses viajarão até a região francesa da Bretanha para ajudar uma aldeia que, como a deles, resiste sozinha à invasão romana.

Tirard, que adaptou com sucesso recentemente outra obra de Réné Goscinny, “Le petit Nicolas”, é co-autor do roteiro, junto com Grégoire Vigneron, e será quem o levará às telas.

Vídeo com o áudio em francês faz piada justamente com o idioma

<iframe frameborder=”0″ width=”480″ height=”210″ src=”http://www.dailymotion.com/embed/video/xpuoo1″></iframe><br /><a href=”http://www.dailymotion.com/video/xpuoo1_exclu-asterix-et-obelix-au-service-de-sa-majeste-premieres-images_shortfilms” target=”_blank”>EXCLU – Ast&eacute;rix et Ob&eacute;lix : au service de Sa…</a> <i>por <a href=”http://www.dailymotion.com/Europe1fr” target=”_blank”>Europe1fr</a></i>

Valérie Lemercier (Miss Macintosh), Guillaume Gallienne (Jolitorax), Charlotte Le Bon(Ofélia) e Vincent Lacoste também estão no elenco, entre outros.


EXCLU – Astérix et Obélix : au service de Sa… por Europe1fr

Asterix & Obelix – God Save Britannia estreia em 3-D em 17 de outubro na Europa. Laurent Tirard (As Aventuras de Molière) dirige.

VIDEO – Astérix, Obélix et l’ado rebelle por Europe1fr

Parque Asterix

 

O parque temático foi inaugurado em 1989 em Paris. Conta com diversas atrações, como brinquedos e shows, além de pessoas fantasiadas como os personagens das histórias. Apesar do apelo de herói nacional, sofre com a concorrência da vizinha Eurodisney.

 

Site: http://www.asterix.com

 

 

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Paris – Plages

As margens do Sena vestem-se de areia, pelo décimo primeiro ano consecutivo. São as chamadas “Paris-Plages”: cinco mil toneladas de areia, espalhadas por dois quilometros das margens do rio que banha a cidade luz.

Até o dia 19 de agosto, parisienses e turistas podem usufruir desta praia fluvial artificial com as suas espreguiçadeiras e palmeiras.

As propostas estão aí cultural, recreativa e desportiva, com uma grande variedade de esportes aquáticos. Depois de quatro dias do Festival Fnac Live, a praça vai se tornar a embaixada de Paris dos Jogos Olímpicos de Londres, com projeções em uma tela gigante.

Para viver de forma diferente o verão na capital e aproveitar o tempo de férias, vá às praias de Paris , das 8h à meia-noite.

800 metros de praia esperam por você na margem direita, da Pont Neuf (1er) até a praça da prefeitura Sully (4eme). Uma grande praia, cercada com ondas de madeira,de espreguiçadeiras, guarda sol e fitas azuis.

As atividades nas Praias de Paris sempre foram e continuarão a ser totalmente FREE (fora os bares e as sorveterias, é claro!)

Para entretenimento e relaxamento

- A Biblioteca Flammarion recebe-o com cerca de 300 obras de várias coleções, das 11h às 19h.

- Animações sobre o tema da biodiversidade, bem como oficinas para o público jovem com o “Aide et Action” , das 10h às 18h.

- “BALADENIGM” – Circuito de Caminhada em torno de Paris Praias, intercaladas com desafios, quebra-cabeças para resolver e encontrar tesouros.

- Tai Chi das 10h às12h.

- Dança de Salão a partir das 17h às 20h.

- Ludo  para crianças de 3/6 anos das 13h às 20h.

- O boliche diariamente das 10h à meia-noite e uma área de futebo das 13h às 20h.

Bares, restaurantes e sorveterias  também estarão presentes , e pela primeira vez Eau de Paris fornece ao público duas máquinas para gaseificar, a oportunidade de oferecer deliciosos cocktails das 12h às 20h.

“L’édition 2012 de Paris Plages aura lieu du 20 juillet au 19 août. Découvrez tout le programme et toutes les infos pratiques de ce rendez-vous estival désormais incontournable sur notre site dédié.”

 http://parisplages.paris.fr/fr

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Carmen de Bizet

Carmen de Bizet

Georges Bizet, nascido Alexandre César Léopold Bizet, (Paris, 25 de outubro de 1838 — Bougival, 3 de junho de 1875) foi um compositor francês, principalmente de óperas. Numa curta carreira devido à sua prematura morte, ele atingiu poucos sucessos antes do seu trabalho final, Carmen, que se viria a tornar uma das mais populares e frequentemente interpretadas óperas no repertório operístico.

Durante uma brilhante carreira como estudante no Conservatório de Paris, Bizet venceu muitas competições, incluíndo o prestigiado Prix de Roma em 1857. Ele foi reconhecido como um excelente pianista, embora ele optou por não aproveitar essa habilidade e raramente tocava em público. Retornando a Paris, após quase três anos na Itália, ele descobriu que os principais teatros de ópera parisiense preferia o repertório clássico, estabelecido pelas obras recém-compostas. Suas composições orqeustrais e para piano foram igualmente ignorados, como resultado, sua carreira paralisou e ele ganhava a vida organizando e transcrevendo a música dos outros. Começou muitos projetos teatrais durante a década de1860, amaioria das quais foram abandonadas. Duas óperas suas dominaram os palcos – Les pêcheurs de perles e  La jolie fille de Perth – foram sucessos imediatos.

Após a Guerra Franco-Prussiana de 1870 até 1871, onde Bizet serviu na Guarda Nacional, ele teve pequenos sucessos com a ópera em um ato Djamileh e uma suíte orquestral derivada de sua música incidental tornou-se instantaneamente popular, L’Arlésienne. A produção da última ópera de Bizet, Carmen, foi adiada por temor de que seus temas de traição e assassinato ofenderiam o público. Após a première em 3 de março de 1875, Bizet foi convencido de que o trabalho foi falho, ele morreu de ataque cardíaco três meses depois, sem saber de que se tornaria um sucesso espetacular e duradouro.

O casamento de Bizet com Geneviève Halévy foi intermitentemente feliz e produziu um filho. Após sua morte, seu trabalho, exceto Carmen, foram geralmente negligenciados. Manuscritos foram doados ou perdidos e versões de seus trabalhos foram frequentemente revisadas e adaptadas por outras mãos. Ele não fundou nenhuma escola e não deixou nenhum discípulo ou sucessor. Após anos de negligência, os seus trabalhos começaram a ser interpretados com mais frequência no século XX. Mais tarde, comentários aclamando o compositor como brilhante e gênio começaram a surgir, dizendo que a morte prematura foi uma perda significativa para o teatro musical francês.

Carmen é uma ópera em quatro atos do compositor francês Georges Bizet, com libreto de Henri Meilhac e Ludovic Halévy, baseada na novela homônima de Prosper Mérimée. Estreou em 1875, no Ópera-Comique de Paris.

Prosper Merimée, (Paris, 28 de setembro de 1803 — Cannes, 23 de setembro de 1870) foi um historiador, arqueólogo e escritor romântico francês, célebre pelo conto Carmen.

A mais famosa de suas novelas, narra a história de uma bela cigana infiel que é morta pelo amante, um oficial espanhol. Em 1875, foi transformada em ópera, por Georges Bizet ,além de vários filmes.

Carmen, cantada por Maria Callas

 Personagens

Carmen (Cigana que usa seus talentos de dança e canto para enfeitiçar e seduzir vários homens)

Don José (Cabo do exército, é um homem honesto e decente que, ao se envolver com Carmen, vira um fora-da-lei)

Micaëla (Noiva de Don José, tenta resgatá-lo da vida destrutiva que ele levará com Carmen)

Escamillo (Famoso toreador de Granada, foi “enfeitiçado” por Carmen)

Frasquita (Amiga de Carmen, a acompanha em todas as aventuras)

Mercédès (Também é amiga de Carmen, a acompanha em todas as aventuras)

Remendado (Namorado de Frasquita, é um contrabandista)

Dancaïre (Namorado de Mercédès, é servo de Remendado e também contrabandista)

Moralès (Sargento)

Zúñiga (Oficial comandante de Don José. Embora tenha prendido Carmen pelo crime que ela cometeu, também foi enfeitiçado por ela)

Lillas Pastia (Dono de taberna onde todos os contrabandistas se encontram)

O Guia (Acompanhou Micaëla até onde estava Don José)

Sinopse

Ato I

O primeiro ato começa numa praça de Sevilha, onde se situa uma fábrica de tabaco e um quartel. O cabo Morales comenta com os soldados do corpo da guarda, os Dragões do Regimento de Alcalá, a passagem dos transeuntes pela praça. Então, entra em cena uma simples aldeã chamada Micaela, aproxima-se de Morales e pergunta timidamente pelo cabo Don José. Morales responde-lhe que este chegará com a rendição da guarda e convida-a a esperá-lo na companhia dos seus homens, mas Micaela decide retirar-se para regressar mais tarde. Ouvem-se nos bastidores os clarins que anunciam o render da guarda e aparecem em cena os soldados sob comando de Don José, seguidos por um grupo de crianças que os imita com admiração. À sua chegada ao quartel, Morales comenta em tom jocoso a visita da aldeã. Zúniga, um tenente recém-chegado à cidade, interroga, em seguida, Don José sobre a beleza e a duvidosa reputação das cigarreiras da fábrica da praça, mas o cabo manifesta o seu único interesse por Micaela, por quem está apaixonado. O sino da fábrica soa e anuncia o intervalo das cigarreiras, que entram em cena a fumar e a conversar animadamente com um grupo de homens que as espera. A última a aparecer é Carmen, uma bela cigana que seduz todos os homens que encontra à sua passagem. Seguidamente, Carmen canta uma habanera aos presentes, que manifestam a sua admiração por ela, à excepção do indiferente Don José, que é, precisamente, o objeto do seu desejo. Antes de regressar à fábrica, Carmen, em sinal de desafio, atira-lhe uma das suas flores. Depois deste episódio aparece Micaela, que regressa ao posto da guarda e entrega a Don José uma carta da sua mãe, em que lhe pede que se case com a aldeã. Depois de se relembrarem juntos das paisagens da sua infância, Micaela abandona a cena e Don José começa a ler a carta. Ocorre então um tumulto no interior da fábrica; um grupo de trabalhadoras comenta entre gritos que está a haver uma rixa entre as mulheresem que Carmeninterveio, tendo ferido outra cigarreira no rosto, com uma navalha. Zuniga ordena a Don José e aos seus homens que prendam a agressora. O cabo sai da fábrica com Carmen e recebe a ordem do tenente de a levar para a prisão. Carmen e Don José ficam sozinhos na praça. A sedutora cigana convence o cabo de que a liberte, promete-lhe o seu amor a assegura-lhe que o esperará na taberna de Lillas Pastia. Don José, alvoroçado, decide libertá-la. Nesse momento volta Zuniga com a ordem de prisão. Don José e Carmen iniciam a caminhada, mas perante os presentes a cigana finge empurá-lo e foge.Don José é preso imediatamente por permitir a sua fuga. Fim do 1º ato.

Ato II

O 2º ato começa na taberna de Lillas Pastia, suposto ponto de encontro de contrabandistas. Já se passou um 1 mês. Carmen e as suas amigas, Frasquita e Mercedes, jantam com Zúñiga e outros oficias, que rapidamente se juntam às cantigas e danças dos ciganos. Apesar dos convites dos soldados, Carmen recusa os seus pretendentes. Está à espera de Don José que depois de ter sido preso e mandado encarcerar por sua causa, recuperou a liberdade. A seguir, entre manifestações de júbilo, aparece em cena um famoso toureiro chamado Escamillo que, seduzido pela beleza da cigana, lhe declara o seu amor, abandonando depois a taberna com os oficiais. Em cena ficam Carmen, Mercedes e Frasquita sozinhas. Aparecem então os contrabandistas Dancaïre e Remendado, que propõem um negócio às três mulheres. Carmen recusa no início a proposta, mas por fim muda de opinião perante a possibilidade de que seu apaixonado deserte e participe na operação de contrabando. Finalmente, depois da saída dos contrabandistas, Don José chega a taberna e declara o seu amor a Carmen, que tenta convencê-lo de que se junte a ela e aceite o negócio. Don José, ofendido, nega-se, mas o aparecimento repentino de Zúñiga precipita os acontecimentos. O soldado e o tenente enfrentam-se pelo amor de Carmen. Don José, apoiado pelos contrabandistas, subleva-se ao seu superior, que fica sob custódia de alguns ciganos. Obrigado pelas circunstâncias, o soldado vê-se finalmente forçado a desertar e parte com a cigana. Fim do 2º ato.

Ato III

Num desfiladeiro, os contrabandistas fazem os preparativos para a entrega dos produtos do contrabando, sob a supervisão de Dancaire. É de noite. Carmen cansada do ciumento amor de Don José e, além disso, descontente com a sua nova vida, tenta adivinhar nas cartas o seu futuro na companhia de Frasquita e Mercedes. As cartas revelam um mal presságio para Carmen: A morte. Á saída dos contrabandistas e das mulheres, Don José permanece num penhasco, a vigiar o esconderijo dos seus novos amigos. Da escuridão surge então Micaëla, que com a ajuda de um guia chega ao esconderijo de seu amado Don José com a esperança de o convencer a voltar a casa de sua mãe. Porém um disparo interrompe os seus propósitos. Don José disparou contra um intruso,que sai ileso. É o famoso toreiro Escamillo, que, desconhecendo a identidade do seu interlocutor, lhe conta que está à procura de Carmen, que está cansada do seu amante, um soldado que desertou por ela. Don José, cego de ciúme, desafia o toureiro para uma luta até à morte com navalhas, que é interrompida graças à volta dos contrabandistas. Depois de insultar o desertor e convidar os presentes para as corridas de touros de Servilha, Escamillo abandona a cena. A seguir, Dancaire descobre a presença de Micaëla ,que abandona o seu esconderijo e pede a Don José que a acompanhe porque sua mãe está a morrer. Ele aceita e sai com a aldeã, não sem prevenir Carmen, em tom ameaçador, de que voltará para vir buscar. A cigana não dá aos seus avisos pensando no seu novo objeto de desejo. Fim do 3º ato.

Ato IV

Em Sevilha, frente à praça de touros, uma multidão espera a chegada dos toureiros. Os vendedores aproveitam a ocasião para oferecer os seus produtos ao público. Aparece então a quadrilha e atrás dela,Escamillo e Carmen. À entrada do toreiro na praça de touros,Mercedes e Frasquita avisam a cigana da presença de Don José, mas ela mostra não ter medo de se encontrar com o seu antigo amante. A seguir, Don José retém Carmen quando tenta entrar na praça,suplicando-lhe que volte com ele.Ela responde-lhe que o seu amor por ele acabou. Do interior da praça soam as vivas a Escamillo.O desertor tenta deter com violência a cigana,mas ela atira-lhe despeitadamente o anel que ele lhe tinha oferecido. Em fúria, Don José enfia uma faca na barriga de Carmen. A multidão que vai saindo da praça assiste à terrível cena. Don José, cheio de tristeza, cai de joelhos junto ao corpo de sua amada Carmen. Fim do 4º ato.

Orquestração

Instr. de cordas: violinos (primeiros e segundos), violas, violoncelos e contrabaixos

Instr. de percussão: tímpanos, tambor, um par de pratos, pandeiro, triangulo, castanhola.

Carmen é, provavelmente, a ópera não-italiana com maior número de árias famosas.

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