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Paris homenageia 50 anos da morte de Edith Piaf


Há 50 anos morria Edith Piaf, que começou cantando na rua e em cabarés e se tornou uma artista consagrada, chegando até a cantar no alto da Torre Eiffel.

Pôster de Edith Piaf: apesar sua figura pequena – não chegava a um metro e meio de altura – , a força em cima do palco a tornou em um ícone da música francesa.

Em 10 de outubro de 1963, há exatas cinco décadas, Edith Piaf morreu de câncer no fígado aos 47 anos de idade. Junto a nomes como os das norte-americanas Billie Holiday e Ella Fitzgerald e da brasileira Elis Regina, a francesa integra um grupo de cantoras do século 20 que sabiam unir potencial vocal a elegância e emoção nas canções que interpretavam. E sua influência nas artes, por exemplo, deu à dama do teatro brasileiro, Bibi Ferreira, um dos mais importantes papéis de sua carreira.

Turista tira foto do túmulo da cantora Edith Piaf no cemitério Pere Lachaise, em Paris, em razão dos 50 anos da morte da artista. A francesa, uma dos maiores nomes da música do século XX, morreu em 10 de outubro de 1963, aos 47 anos de idade, vítima de um câncer no fígado. 

A história de Piaf já foi contada detalhadamente em uma série de biografias lançadas ao longo dos anos e no filme “Piaf – Um Hino ao Amor” (2007), protagonizado por Marion Cotillard. As tormentas de Edith Giovanna Gassion, nascida em 19 de dezembro de 1915 em Belleville (um dos bairros mais pobres de Paris) são conhecidas: seu pai era um acrobata e, ainda pequena, foi abandonada pela mãe, também cantora – que sumiu por anos e só reapareceu por interesses financeiros quando Piaf já era famosa. Durante cinco anos viveu no prostíbulo cujo comando ficava a cargo da avó paterna, segundo conta Carolyn Burke, autora do livro “Piaf – Uma Vida”, lançado em 2011 no Brasil.

Apresentou-se nas ruas de Paris na adolescência, casou-se com um entregador e teve uma filha que morreu aos dois anos de idade devido a uma meningite. Edith tinha 19 anos nessa época. Passou ainda por muitos outros altos e baixos, mas nunca deixou de acreditar que, no futuro, as coisas dariam certo e que o sucesso viria. Seu amor pela música e pelo canto era gigantesco – o que muitas vezes foi visto pelos amigos como o verdadeiro aspecto que a mantinha forte diante das adversidades.

Aos 20 anos de idade, sua sorte profissional tomou outro rumo quando ela foi descoberta por Louis Leplée, cantando em uma rua parisiense próxima à Champs-Elysées. Ele encantou-se com a voz tão característica da menina e a convidou para se apresentar em seu cabaré. Dali em diante, a agenda dela se encontrava cada vez mais preenchida por compromissos com o crescente público. Foi Leplée, inclusive, que a apelidou de “La Môme Piaf” (que significa “O Pequeno Pássaro”).

Piaf era uma mulher de muitos amores e teve alguns relacionamentos com homens mais jovens. Porém, o mais marcante de sua vida foi o boxeador francês Marcel Cerdan, que conheceu durante uma apresentação em Nova York em 1947. Mantiveram o affair escondido da imprensa durante cerca de um ano. Mas acabaram revelando publicamente ao perceberem a aceitação do público – que os via como o casal ideal: duas pessoas de origem humilde que representavam a França para o mundo como o herói e a heroína do imaginário popular, como descreve Burke em um texto seu para o jornal britânico “Telegraph”.

Em 1949, Cedran morreu em um acidente de avião, tornando-se outra grande perda na vida da cantora. Logo após o acontecimento, Piaf começou a sofrer com fortes dores devido a uma artrite reumatoide da qual se tornou refém (além dos problemas consequentes de três acidentes de carro). Ao longo dos anos, viciou-se nos analgésicos indicados pelos médicos durante o tratamento e bebia cada vez mais também como forma de aliviar o sofrimento físico. Em 1963 deu adeus.

Estátua da cantora Edith Piaf, que fica perto do Pãre Lachaise, cemitério onde ela está enterrada, em Paris. A intérprete de “Non, je ne regrette rien” morreu há 50 anos e foi uma das maiores artistas internacionais do século XX. 

Há 50 anos morria Edith Piaf, que começou cantando na rua e em cabarés e acabou se tornando uma artista consagrada, chegando até a cantar no alto da Torre Eiffel. A cidade de Paris homenageará a intérprete fundamental da música francesa com um festival que, até domingo, terá apresentações musicais nas ruas dos bairros onde viveu Piaf,explicou à Agência Efe Bernard Marchois, conservador do museu dedicado à artista. Apesar sua figura pequena – não chegava a um metro e meio de altura – e seus vestidos sempre pretos, a força em cima do palco a tornou em um ícone da música francesa.

A artista francesa teve uma infância dura: foi abandonada pela mãe e viveu com o pai, que acompanhava enquanto ele se exibia como contorcionista na rua. Durante a infância, Piaf também conviveu com a avó materna, que trabalhava em um circo, e com a avó paterna, que gerenciava um prostíbulo na Normandia. Aos 15 anos, a jovem começou a cantar na rua, onde foi descoberta pelo dono do cabaré Gerny”s, Louis Leplée, que batizou a Edith Giovanna Gassion como a “môme Piaf” – que ao pé da letra significa pardal – e lhe deu a oportunidade de atuar em seu estabelecimento.

Casa da cantora Edith Piaf que se transformou em museu em Paris. A artista morreu em 10 de outubro de 1963 e tornou-se lendária por suas interpretações cheias de emoção para clássicos como “Non, je ne regrette rien” e “La vie en rose”

Abandonada pela mãe ainda pequena, a artista passou por altos e baixos em sua vida até conseguir se firmar como um dos maiores nomes da música francesa

Porta-retratos e luvas de boxe no apartamento de Edith Piaf em Paris, que se tornou museu em homenagem à cantora. Itens relembram o grande amor da vida de Piaf, o boxeador Marcel Cerdan, que morreu em uma acidente aéreo em 1949

Vestido de show de Edith Piaf é exibido no apartamento da cantora, que virou museu. A lendária representante da música francesa morreu há cinco décadas, vítima de câncer. Ela tinha apenas 47 anos de idade.

Edith Piaf com o compositor Charles Dumont, em Paris, no ano de 1960. Dumont, junto ao letrista Michel Vaucaire, foi o responsável pelo clássico da música francesa imortalizado na voz de Piaf “Non, je ne regrette rien”

Imagem de Edith Piaf durante um show seu em Paris, em 1962. A lendária cantora francesa morreu há 50 anos, em 10 de outubro de 1963, vítima de câncer

Edith Piaf durante apresentação no Olympia, em Paris. Junto a nomes como Billie Holiday e Ella Fitzgerald, a cantora francesa figura como uma das mais importantes artistas da música do século XX. 

A cantora francesa era conhecida por seu potencial vocal e pela emoção que depositava nas canções que interpretava.
Edith Piaf, uma das maiores artistas de todos os tempos. A cantora nasceu em 19 de dezembro de 1915, em Belleville, que era um dos bairros mais pobres de Paris. Seu pai era acrobata e sua mãe, que a abandonou quando criança, era cantora. 
A cantora francesa Edith Piaf (centro), com a cantora Marlene (de costas) e Hebe Camargo em São Paulo. Piaf estava na cidade para se apresentar no Teatro Cultura Artística no dia 21 de maio de 1957. Os mais próximos da cantora costumavam admirar sua força na maneira de lidar com as adversidade da vida.
Imagens do boxeador Marcel Cerdan  e da francesa Edith Piaf . Cerdan é considerado o grande amor de Piaf e morreu em um acidente aéreo em 1949.
Edith Piaf cativou o público com a sua voz mas também graças à forma intensa e penetrante com que interpretava as suas canções, sempre vestida de preto.
Piaf foi a primeira artista francesa a conquistar os tops americanos devido à popularidade de temas como ‘La Vie En Rose’, ‘Hymne à L’amour’ (dedicada a Marcel Cerdan), ‘Milord’ ou ‘Non, Je Ne Regrette Rien’, que pode ouvir mais abaixo. Há mais de 20 anos que ‘La Vie En Rose’ integra a lista das dez canções francesas que arrecadam a maior parte de direitos de autor em todo o mundo.

 

Fontes:

http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/paris-homenageia-50-anos-da-morte-de-edith-piaf

http://cotonete.clix.pt/noticias/body.aspx?id=55288

http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2013/10/10/nos-50-anos-sem-edith-piaf-bibi-ferreira-fala-sobre-a-lendaria-cantora.htm

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