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Machado de Assis -” Le Sorcier de Rio” ganha exposição na França

Exposição sobre Machado de Assis homenageia o escritor brasileiro em Paris. Foto: Divulgação

Exposição no Salão do Livro de Paris homenageia Machado de Assis; conto do escritor vira material pedagógico de escolas francesas

O Salão do Livro de Paris abre dia 20 de março, mas para quem é bruxo o tempo cronológisco é apenas um detalhe.

En 2015, le Brésil sera le pays invité du Salon du livre de Paris avec une délégation de 48 auteurs ; l’occasion de montrer au public français la diversité de la culture et l’universalité de la littérature brésilienne et d’affirmer la dimension résolument internationale du Salon.

Entre os dias 20 e 23 de março, 48 escritores estarão em Paris representando a literatura nacional na 35ª Edição do Salão do Livro de Paris.

O Brasil é o país homenageado do evento, que contará com um espaço de 500 m² para exposição e vendas de livros, mais palestras com autores e eventos paralelos como a exposição sobre Machado de Assis. Entre os autores escolhidos para representar o país, estão Cristovão Tezza, Paulo Coelho, Daniel Galera, Fernanda Torres e Sergio Rodrigues.

Os autores brasileiros são convidados pelo Centro Nacional do Livro francês e por um comitê nacional, escolhido pelo Ministério da Cultura (MinC) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Os custos são patrocinados pela empresa Ticket e pela Caixa Seguros.

O projeto Machado de Assis, Le Sorcier de Rio (Machado de Assis, o bruxo do Rio), organiza uma mesa-redonda na Maison de l’Amerique latine e uma exposição na sede da Unesco em Paris, a partir de segunda-feira.

Em Machado de Assis (1839-1908), o apelido só pegou meio século depois de sua morte: “o bruxo do Cosme Velho” .

Cunhado em poema de Carlos Drummond de Andrade, faz referência ao bairro carioca onde o escritor morou a maior parte da vida. Para Drummond, o feitiço machadiano estava em sua literatura sempre na fronteira entre a ficção e o real, e no estilo, que fugia às convenções de seu tempo.

Reputação que faz com que pouca gente hesite em afirmar que o “bruxo” é o principal autor brasileiro de todos os tempos. Também é verdade que, como toda a literatura nacional, mesmo ele é quase invisível fora de nossas fronteiras.

A exposição Machado, Le Sorcier de Rio(“Machado, o bruxo do Rio”), que abre nesta segunda-feira (16) e dura uma semana como evento paralelo do Salão do Livro de Paris , tenta atenuar essa invisibilidade de várias formas.

Machado será homenageado com uma exposição multimídia montada na sede da Unesco, no centro da capital francesa, com painéis que contam sua biografia,vídeos e material interativo de seus textos.

Há também a reedição de obras por três grandes editoras francesas e a apresentação de um dossiê pedagógico orientando professores franceses do ensino fundamental sobre uma iniciação à leitura a partir do “Conto de Escola”, publicado em livro pelo escritor brasileiro em 1896.

A nova edição bilíngue e ilustrada do conto ganhou uma recomendação do ministério da Educação francês, que resolveu adotá-lo como referência para as escolas.

“Machado nunca imaginaria que um dia seria utilizado no ensino fundamental francês. Essa experiência é riquíssima, já que esses alunos nunca ouviram falar do texto, que assim não é tratado com antecedência como um monumento intocável”, diz Saulo Neiva, professor de literatura da Universidade Blaise Pascal, tradutor do texto e curador da exposição.

Saulo Neiva é professor na Universidade Blaise Pascal e autor do projeto Machado de Assis, Le Sorcier de Rio / Chico Porto

Saulo Neiva

“Podemos aproximar esses mundos, fazendo as pessoas descobrirem seus textos através de novas traduções e leituras, incitando os amantes da boa literatura a lê-lo e procurando formar jovens leitores”, acredita.

Neiva também destaca que, depois de encerrado o período do evento, a mostra vai fazer parte do acervo de um dos organismos públicos que financiaram o projeto e vai viajar pela França, para ir a bibliotecas, universidades e centros culturais.

“Espero que isso contribua para perenizar o nosso convite, dirigido ao leitor francês, para que leia ou releia Machado de Assis”, diz.

 

A UNESCO fica na Place de Fontenoy, no 7º arrodissement de Paris e a exposção será na , Sala Miró 3. A Visitação estará aberta ao público de 16/03 a 20/03.

A proposta do evento sobre Machado de Assis é mostrar vida e obra do escritor e fundador da Academia Brasileira de Letras (ABL), pontuada com a relação íntima que ele desfrutava com sua cidade natal, o Rio de Janeiro, que em 2015 comemora 450 anos.

Numa sequência de 12 momentos, o visitante saberá, entre outras coisas, a história das traduções francesas do autor, em painel que aponta as enormes diferenças entre três traduções do conto “O enfermeiro”, feitas em 1909, 1910 e 1911. Ao lado, uma vitrine exibe exemplares de obras machadianas traduzidas.

Também para marcar a presença do Brasil no Salão do Livro de Paris deste ano, três grandes editoras francesas apostaram em edições deMachado de Assis:
- A editora Classiques Garnier, herdeira da editora original do autor, publicou a primeira edição bilíngue da coletânea de contos Várias histórias/ Histoires diverses (edição, tradução e notas por Saulo Neiva).
- Já seus principais romances foram reeditados pela Métailié, com novas capas e traduções revistas;

- A editora Chandeigne decidiu divulgar gratuitamente entre professores, conselheiros pedagógicos e inspetores do ensino um dossiê sobre a experiência de leitura nas escolas francesas de ensino fundamental. Os estudantes trabalharam durante um ano letivo sobre edição ilustrada de Conto de Escola, de Machado de Assis.

 

 

Fontes:

http://ela.oglobo.globo.com/blogs/paris/

http://www.salondulivreparis.com/Programme.htm

http://www.salondulivreparis.com/Bresil-2015.htm

https://fr.unesco.org/events/exposition-machado-assis-sorcier-rio

https://riofrancophone.wordpress.com/2008/10/30/machado-de-assis-le-sorcier-des-mots/

http://www.parisworldwide.com.br/ponto-de-encontro/um-lugar-em-paris/unesco-encruzilhada-do-mundo

http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/machado-de-assis-viaja-para-paris-by6jrguuhuar4lx1399hvcz3s

https://www.facebook.com/MachadodeAssisSorcierdeRio

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/literatura/noticia/2015/03/15/machado-de-assis-ganha-exposicao-na-franca-172044.php

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Escritor francês Patrick Modiano vence Nobel de Literatura 2014

O autor francês Patrick Modiano dá entrevista coletiva em Paris nesta quinta-feira (9) logo após ser anunciado ganhador do Nobel de Literatura (Foto: Thomas Samson/APF)

Consagrado há décadas como um dos maiores escritores da literatura francesa contemporânea, Patrick Modiano, de 69 anos, foi consagrado com o Prêmio Nobel de Literatura de 2014. Autor de mais de 30 livros, entre os quais Rue des Boutiques Obscures, o autor foi escolhido pela Academia Sueca pela “arte da memória com a qual evocou os destinos humanos mais inapreensíveis e desvelou a vida e mundo sob a ocupação”. Questionado sobre sua obsessão temática, justificou: “Somos prisioneiros de nosso tempo”.

Na primeira entrevista depois da concessão do prêmio, Modiano pergunta: “gostaria de saber como eles explicam essa escolha?”

Na primeira entrevista depois da concessão do prêmio, Modiano pergunta: “gostaria de saber como eles explicam essa escolha?”

O escritor francês Patrick Mondiano afirmou estar muito feliz por ter recebido o Nobel de Literatura 2014, e disse que gostaria de saber as razões pelas quais recebeu o prêmio e o dedicou ao seu pequeno neto sueco.

“Parece-me um pouco irreal estar diante de gente que admirei”, disse Modiano, em referência a outros grandes escritores franceses que receberam o prêmio, como Albert Camus.

“Foi como uma espécie de desdobramento com alguém que tinha o mesmo nome que eu… tudo isso foi um pouco abstrato”, comentou o premiado, falando à imprensa com o estilo hesitante que o caracteriza na expressão oral. “Vi que estava (na lista de candidatos), mas não esperava”, disse.

“Gostaria de saber como explicaram sua escolha, queria saber quais são as razões pelas quais me escolheram”, comentou o escritor de 69 anos, autor de mais de trinta romances cheios de mistério e melancolia. “Meu neto é sueco, dedico a ele este prêmio porque é seu país”, acrescentou após o anúncio do Nobel em Estocolmo.

Mais cedo, seu editor, Antoine Gallimard, disse que Modiano comentou que ganhar o prêmio era algo estranho. “Telefonei para Modiano. Eu o parabenizei e ele, com sua habitual modéstia, disse: ‘é estranho’. Mas estava muito feliz”, contou o presidente da editora Gallimard. “Para nós, é uma profunda surpresa e um dia maravilhoso”, acrescentou.

O presidente francês François Hollande também felicitou Modiano através de sua conta oficial no Twitter. “Felicitações a Patrick Modiano, este prêmio Nobel consagra uma obra que explora as sutilezas da memória e a complexidade da identidade”, afirmou o chefe de Estado.

O escritor francês Patrick Modiano - Catherine Helie / AP

O anúncio do Nobel de Literatura foi feito em Estocolmo, na Suécia, e mais uma vez preteriu autores como o ficcionista americano Philip Roth e o poeta libanês Adonis, sempre considerados favoritos pela crítica internacional. Desta vez, a escolha recaiu sobre uma das personalidades literárias que há décadas figura entre as mais importantes da Europa. Desde o lançamento de seu primeiro título, La Place de l’Étoile, em 1968, a obra de Modiano foi laureada com algumas das maiores distinções do mundo das letras, entre as quais o prêmio de melhor romance da Academia Francesa de 1972, por Les Boulevards de Ceinture, e Rues de Boutiques Obscures, vencedor do Goncourt em 1978.

Em um breve comunicado, os críticos da Academia Sueca destacaram um dos temas centrais do autor: a vida ordinária sob a ocupação nazista. Nascido em 1945, um ano após a retirada alemã e a liberação de Paris, e ano do fim da 2ª Guerra Mundial e da revelação do holocausto, Modiano foi forjado por sua época. Filho de Louisa Colpijn, atriz belga flamenga – “menina bonita de coração seco” -, e de um comerciante judeu, Albert Modiano, o escritor viveu uma infância difícil. Aos 12 anos, perdeu o irmão, Rudy, e passou parte de sua adolescência entre internatos, dos quais fugia, e as ruas de Paris.

Nelas, moldou o imaginário que transcreveria em sua literatura: uma vida cheia de fantasmas e de obscuridades, de lembranças entrecortadas e nebulosas, em um país que tentava se reerguer da humilhação da guerra e, ao mesmo tempo, esconder seus demônios, como a colaboração com o nazismo ou o expurgo de judeus. Esses personagens pairam em sua obra desde La Place de l’Etoile até seus livros mais atuais. Em Pedigree, de 2005, ele expõe seus primeiros anos de vida com clareza avassaladora. Em Pour que tu ne Te Perdes pas dans le Quartier, lançado no mês passado, abre citando Stendhal: “Não pude dar a realidade dos fatos, só apresentar sua sombra”.

A respeito de seu tema central, a ocupação nazista, Modiano disse ao Estado não ver “uma mensagem política explícita”, mas reconheceu o cunho político inerente a sua obra. “Não podemos escapar de nossa época. Ali está sua angústia. Nós respiramos o que está no ar. Somos prisioneiros de nosso tempo”, explicou. “Somos como um sismógrafo: traduzimos o clima de nossa época, mesmo que vivamos em torres de marfim.”

Quase sem citar nomes de autores que o influenciaram, Modiano revelou admiração por outro laureado francês, Jean-Marie Gustave Le Clézio, vencedor do Nobel de Literatura em 2008, e, questionado sobre um concorrente, disse ter lido e apreciado Philip Roth.

Sobre o fato de ser o 15º autor francês a conquistar o Nobel e de se ver no mesmo rol de nomes como Albert Camus, mostrou-se chocado: “Parece irreal me ver confrontado com as pessoas que admirava quando era adolescente”.Antes do anúncio, eram apontados como favoritos nomes como o queniano Ngugi wa Thiong’o, o japonês Haruki Murakami e a bielorrussa Svetlana Aleksijevitj.

Modiano situou toda a sua obra na Paris da Segunda Guerra Mundial, descrevendo os acontecimentos daquela época através de personagens comuns. Seu estilo sóbrio e claro fez dele um escritor acessível apreciado pelo grande público e também pelos círculos literários.

A obra mais conhecida do escritor, “Uma Rua de Roma” (“Rue des Boutiques Obscures”, no título original), conta a história de um detetive que perdeu a memória e seu caso final é descobrir quem ele realmente é. “É um livro divertido, que brinca com o gênero policial, ao mesmo tempo em que diz coisas fundamentais sobre a memória e o tempo”, disse o secretário-permanente da Academia Sueca, Peter Englund, ao anunciar o resultado.

O primeiro livro de Modiano, “La place de l’Etoile”, foi lançado em 1968. Desde então ele se tornou um dos autores mais populares da França, com uma obra prolífica, com algumas adaptações para o cinema. Os temas mais comuns de seus livros são a memória e o esquecimento, a perda da identidade, perdas e buscas. A cidade de Paris é um cenário comum nos livros, levando os críticos a compará-lo a Woody Allen e sua relação com Nova York.

Modiano escreve principalmente romances, mas também trabalhou no cinema, como no argumento de “Viagem do coração”, de Jean-Paul Rappeneau, de 2003, com Isabelle Adjani e Gérard Depardieu; e no roteiro de “Lacombe Lucien”, de 1974, ao lado de Louis Malle. Como ator, chegou a participar de “Genealogias de um crime”, de 1997.

Filho da atriz e comediante belga Louisa Colpeyn, que atuou em filmes como “O bando à parte”, de Jean-Luc Godard, e de Albert Modiano, homem com origens italo-judaicas, Modiano nasceu em Boulogne-Billancourt em 30 de julho de 1945, dois meses depois do fim da Segunda Guerra Mundial.

Seus pais se conheceram em uma Paris ocupada pelos nazistas, e começaram a namorar clandestinamente. A história de seus pais e suas origens em um subúrbio da capital francesa sempre tiverem forte influência sobre sua escrita.

“Ele é muito popular na França, mas não muito conhecido em outros países”, disse o secretário da Academia Sueca, Peter Englund, em entrevista após a premiação.

Modiano deve a sua primeira grande oportunidade a uma amizade com um amigo de sua mãe, o escritor Raymond Queneau. Foi o autor de “Zazie no metrô” que apresentou Modiano à editora Gallimard, em seus 20 e poucos anos. Modiano, que vive em Paris até hoje, raramente concede entrevistas.

Pelo prêmio, o escritor receberá 8 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 1,1 milhão). No ano passado, a vencedora foi a canadense Alice Munro, enquanto o chinês Mo Yan venceu em 2012.

Além do Nobel, Modiano venceu o prestigioso prêmio Goncourt, em 1978, e o Grand Prix du Roman, da Academia francesa, seis anos antes.

Com a vitória, o idioma francês supera o alemão como o mais premiado na história do Nobel. Desde 1901, foram 107 prêmios distribuídos sendo 27 para escritores de língua inglesa, 14 para autores que escrevem em francês e 13 para alemães. O espanhol vem em quarto lugar, com 11 prêmios, seguido do sueco, com sete.

Público da feira de Frankfurt, na Alemanha, já garante livros do francês Patrick Modiano, vencedor do Nobel 2014 (Foto: REUTERS/Ralph Orlowski)

Público da feira de Frankfurt, na Alemanha, já garante livros do francês Patrick Modiano, vencedor do Nobel 2014 (Foto: REUTERS/Ralph Orlowski)

O escritor francês Patrick Modiano (Foto: AP Foto/Gallimard)

O escritor francês Patrick Modiano
(Foto: AP Foto/Gallimard)

Patrick Modiano, o décimo quinto autor francês agraciado com o Nobel da Literatura

Obras de Modiano expostas durante o anúncio do prêmio

Livros de Patrick Modiano, que situou toda a sua obra na Paris da Segunda Guerra Mundial

Livros do escritor francês Patrick Modiano são disputados em uma livraria em Estocolmo, na Suécia

Funcionário de livraria em Tóquio, no Japão, destaca livros do vencedor do Nobel de

Lançamento no Brasil


Modiano teve sete livros publicados no Brasil. Editados pela Rocco, seis deles estão esgotados. São eles “Ronda da noite” (1985), “Uma rua de Roma” (1986), “Vila triste” (1998), “Dora Bruder” (1998), “Do mais longe ao esquecimento” (2000), e “Meninos valentes” (2003). “Filomena firmeza”, com ilustrações de Sempé, saiu pela Cosac Naify neste ano.

 

seu infanto-juvenil Filomena Firmeza (Catherine Certitude, no original).

Fontes:

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2014/10/patrick-modiano-diz-que-ganhar-o-nobel-de-literatura-e-estranho.html

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2014/10/patrick-modiano-vence-nobel-de-literatura-2014.html

http://oglobo.globo.com/cultura/livros/escritor-frances-patrick-modiano-vence-nobel-de-literatura-de-2014-14191060

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/38154/escritor+frances+patrick+modiano+vence+o+premio+nobel+de+literatura+de+2014.shtml

http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/romancista-patrick-modiano-leva-nobel-de-literatura

http://www.dw.de/nobel-de-literatura-vai-para-franc%C3%AAs-patrick-modiano/a-17984625

http://hojesaopaulo.com.br/noticia/escritor-frances-patrick-modiano-ganha-premio-nobel-de-literatura/7681

http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2014/10/frances-patrick-modiano-vence-premio-nobel-de-literatura-4617278.html

http://tribunadonorte.com.br/noticia/franca-s-ganha-nobel-de-literatura/295528

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Segunda Feira de Páscoa em toda França

Se em todos os países de cultura cristã encontramos a tradição dos ovos de chocolate de Páscoa, eles não são entregues da mesma maneira. Há tradições específicas em cada região.

A sexta-feira da Paixão não é feriado, o feriado é na segunda-feira de Páscoa (Lundi de Pâques)

 

Diferente dos brasileiros, o feriado de Páscoa na França é comemorado na Segunda Feira, assim como em diversos países da Europa. Isso porque desde o  século XI a festa acontecia durante toda a semana que seguia o famoso domingo. Mas, depois do acordo entre a separação dos poderes entre o Estado e a Religião, somente o dia de segunda-feira continuou feriado.

 

 

 

Origem do Lundi de Pâques

Na Idade Média, toda a semana seguinte ao domingo de Páscoa era feriado, para permitir aos peregrinos fazer uma viagem ida e volta à Roma. Era chamada “Octave de Pâques”. Em 1801 um decreto de Napoleão, então Primeiro Consul, decidiu que somente a segunda-feira (Lundi) seria feriado.
Costumes e Tradições
No sul da França, era de costume fazer um grande piquenique com a familia e os amigos no almoço de segunda-feira de Páscoa, onde o prato principal era uma grande omelete preparada com os ovos de Pascoa. Essa tradição se chamava “Pâquette”.

 

Os sinos de Páscoa (Les cloches de Pâques)

A tradição na França é de que os sinos soam todos os dias para chamar as pessoas para a missa, menos no momento da Páscoa quando eles se silenciam de quinta-feira até sábado à noite.

Diz a lenda católica que eles partem à Roma na quinta-feira santa para serem abençoados e retornam no dia de Páscoa trazendo ovos de chocolate para as crianças.

Enquanto eles atravessam a França, vão deixando ovos, galinhas, pintinhos e coelhos em chocolate para a alegria das crianças!

O coelho de Páscoa (Le lapin de Pâques)

A tradição cristã fez da segunda-feira de Páscoa um dia feriado, especialmente dedicado às crianças que, logo de manhã, vão procurar os ovos.

Na Alsácia é o coelho que traz os ovos para as crianças. Eles os colocam em ninhos (dentro de casa ou nos jardins) e as crianças devem encontrá-los.

Na região leste da França, na Alsácia, as casas são decoradas com motivos pascais, se fabrica também buquês de Páscoa. Nem as árvores escapam da decoração e nelas são pendurados ovos cozidos pintados.

Em Bessières (Haute Garonne) e também em Mazeres (Ariège), desde 1973, na Segunda-feira de Páscoa os cavaleiros da Confraria Mundial do Omelette Gigante de Páscoa confeccionam um omelette de 15.000 ovos!

Omelette géante réalisée par la confrérie mondiale des chevaliers de l’omelette géante. – Frédéric Scheiber/20MINUTES

Refeição de Páscoa

A refeição tradicional do domingo ou da segunda-feira de Páscoa, é o carneiro, que é um dos símbolos da Páscoa na França. Na Sexta-feira Santa, come-se peixe.
Na Alemanha e na França, no almoço de Páscoa é tradição preparar pernil de cordeiro desossado, acompanhado de legumes como brócolis ou vagem.
Domingo de Pascoa é dia de comer carne de cordeiro…os supermercados vendem aos montes e todo mundo compra pra fazer sua comemoração de Pascoa.
O pernil de cordeiro assado e servido com um cozido de feijões brancos e tomates maduros
O cordeiro assado que é o grande prato da Páscoa francesa. Segundo o chef francês Yann Corderon, do restaurante L’Amitié, o hábito de comer cordeiro no domingo foi herdado da Páscoa judaica e incorporado à tradição cristã porque simboliza a ressurreição. É o cordeiro de Deus.
Há também o gateau de Paques, um bolo assado em forma de cordeiro, que também simboliza Jesus.

Na região da Alsácia e em algumas regiões da Alemanha se faz um biscoito em forma de cordeiro; o chamado Osterlammele ou Lamala.

lamala

As tradições cristãs se perpetuam aqui de geração em geração, com um certo respeito e fidelidade às origens. É o caso do Lamala de Páscoa, tradição tipicamente alsaciana atestada em uma correspondência do século XVI, na qual o teólogo católico Thomas Murner dizia oferecer, em 1519, um cordeiro pascoal, um Lamala, a sua namorada.

As crianças também eram presenteadas com estes biscoitos na volta da missa pascal. O costume tinha como objetivo liquidar o estoque de ovos que tinha sido feito antes da Páscoa.

Ortografado Osterlammele, ou Oschterlammele, Lamele ou Lammele e finalmente Lamala  no Haut-Rhin, essa palavra alsaciana significa “pequeno cordeiro de Páscoa”. É um biscoito em forma de cordeiro cuja imagem é associada, na tradição cristã, ao Cristo. Ele é feito de ovos, de farinha e de açúcar. Dizem que as donas de casa o faziam em grande quantidade para utilizar os ovos que se haviam acumulado durante a Quaresma, período que precede a Páscoa, quando seu consumo era proibido. Iniciou-se, assim, a tradição de oferecer os pequenos biscoitos às crianças na volta da missa no dia de Páscoa. O pequeno cordeiro, coberto de açúcar de confeiteiro, era decorado com um pedaço de papel de seda amarelo e branco, as cores do Vaticano, ou vermelho e branco, as cores da Alsácia.

Ele é tradicionalmente assado em uma forma de argila envernizada que ainda hoje é fabricada pelos artesãos locais, em particular na cidade de Soufflenheim.
Uma bela coleção de formas de bolo pode ser vista no Museu do Pão de Mel e de Arte Popular Alsaciano em Gertwiller (http://www.lepalaisdupaindepices.com/).

Apesar de a tradição dizer que as Lamalas são degustadas no dia de Páscoa, as vitrinas das padarias decoram-se com esse biscoito alguns dias antes da Páscoa propriamente dita, geralmente servido no lanche da tarde.

Alsace Pascoa

Le lundi de Pâques est le lendemain du jour de Pâques donc sa date est variable. Le lundi le 6 avril pour 2015.

La fête de Pâques se déroule, depuis le xie siècle, pendant toute la semaine qui suit. Cette semaine porte le nom d’octave de Pâques, elle était fériée à certaines époques. Mais, depuis le concordat en France, seul le lundi de Pâques est resté férié. Actuellement, le lundi de Pâques est férié dans l’ensemble des pays d’Europe sauf en Russie, au Portugal et la plupart de l’Espagne. Dans le nouvel ordo liturgique de Paul VI, l’octave de Pâques a été conservée.

 

Coutumes folkloriques du lundi de Pâques

 

 


Le lundi de Pâques a encore des coutumes folkloriques dans certains pays. En Pologne, le lundi de Pâques connu sous le nom de « Śmigus dyngus » (lundi mouillé), les Polonais s’aspergent d’eau. L’eau est un symbole de la vie. Famille et amis versent de l’eau les uns sur les autres. Autrefois les hommes jetaient de l’eau sur les femmes; le mardi elles pouvaient prendre leur revanche. Ce jour-là, les Polonais aspergeaient aussi les champs d’eau bénite.

Aujourd’hui en Hongrie, les garçons aspergent les filles de parfum. Ceci porte chance. Les filles doivent récompenser les garçons en leur donnant de l’argent ou des œufs de Pâques.

En Angleterre, la coutume pour les lundi et mardi de Pâques est appelé « lifting » ou « headline ». Les jeunes gens vont de maison en maison en transportant une chaise décorées de fleurs. Quand une fille s’assoit sur la chaise, ils la soulèvent dans les airs trois fois. Être soulevée de la sorte, devrait porter chance à la jeune fille. Elle remercie le garçon en lui remettant de l’argent ou en l’embrassant. Le lendemain, c’est au tour des filles de soulever les garçons dans la chaise. En Italie, le lundi de Pâques est appelé « Pasquetta ». Il est de coutume de préparer un pique-nique à la campagne en famille et c’est l’occasion de manger les œufs qui ont été décorés l’avant-veille.

Dans le sud de la France, il est (était) de coutume de faire un grand pique-nique avec la famille et les amis le lundi de Pâques à midi avec comme plat principal une grande omelette, préparée avec les œufs de Pâques. Cette tradition s’appelle « pâquette ».

Chez les Pieds-Noirs d’Oranie, un grand pique-nique réunit famille et amis, le plat principal étant le gazpacho pied-noir, suivi de la dégustation de la mouna (ou mona) et du lancer des bilochas (cerfs-volants de roseau et de papier cristal).

Fonte:
http://oguiadeparis.blogspot.com.br/2011/04/segunda-feira-de-pascoa-em-toda-franca_25.html
 http://fr.wikipedia.org/wiki/Lundi_de_P%C3%A2ques
http://dicasdefrances.blogspot.com.br/2010/03/pascoa-na-franca.html
http://mdemulher.abril.com.br/blogs/pelo-mundo-afora/curiosidades/pascoa-a-francesa/
http://www.portugues.rfi.fr/brasil/20140420-conheca-tradicoes-da-pascoa-francesa-no-correio-dos-ouvintes
http://receitas.ig.com.br/a-pascoa-na-mesa-de-quase-todo-mundo/n1237569050410.html
http://comidasebebidas.uol.com.br/noticias/redacao/2015/03/13/pascoa-a-mesa-conheca-as-comidas-pascalinas-de-outros-paises.htm#fotoNav=1

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Il pleure dans mon coeur… Paul Verlaine


Le boulevard sous la pluie
 ; Gustave Caillebotte (1877)

Il pleure dans mon coeur
Comme il pleut sur la ville.
Quelle est cette langueur
Qui pénètre mon coeur ?

Ô bruit doux de la pluie
Par terre et sur les toits !
Pour un coeur qui s’ennuie,
Ô le chant de la pluie !

Il pleure sans raison
Dans ce coeur qui s’écoeure.
Quoi ! nulle trahison ?
Ce deuil est sans raison.

C’est bien la pire peine
De ne savoir pourquoi,
Sans amour et sans haine,
Mon coeur a tant de peine !

PAUL VERLAINE

Paul Marie Verlaine (30 de Março de 1844 – 8 de Janeiro de 1896) é considerado um dos maiores e mais populares poetas franceses.

No final do século 19, os críticos incluíram Verlaine entre os chamados “poetas malditos”, como Arthur Rimbaud. A expressão, aliás, é do próprio Verlaine, eleito em 1894 o “Príncipe dos Poetas”, ao final de uma vida desregrada por Paris, Rethel, Bruxelas e Londres.

Verlaine teve uma infância feliz em Ardennes no norte da França, apesar de ter um pai autoritário e uma mãe super protetora. Em agosto de 1862, Verlaine completou os estudos secundários em Paris, onde seus pais se instalaram em 1851, e foi morar com a família materna no norte da França. Ali, entre a paisagem melancólica que correspondia a seu estado depressivo e os livros de Baudelaire, apaixonou-se pela prima Elisa Moncomble. O amor impossível o levou a beber em demasia.

De volta a Paris, ele se habituou à “fada verde”, o absinto. Começou então a estudar direito. Empregou-se numa companhia de seguros e, em seguida, na Prefeitura. Mas nada lhe interessava e ele passou sete anos entediando-se nos cafés, onde escreveu versos e conheceu os parnasianos.

Em 1866, sua coletânea “Poemas Saturninos”, editada graças a sua prima Elisa, fez com que ele fosse notado pela crítica. Em sua poesia de musicalidade lírica e singular, Verlaine expressava os arrebatamentos da alma, transpondo seus sentimentos em impressões, através de paisagens nostálgicas e refinadas.

Em 11 de agosto de 1870, o poeta se casou com Mathilde Mauté de Fleurville, que não tinha mais do que dezesseis anos, numa tentativa de acomodar-se a uma vida familiar, simples e tranqüila. Escreveu “A Boa Canção” inspirado na esposa. Mas em setembro de 1871, o jovem que o fascinava, Arthur Rimbaud lhe escreveu e dias mais tarde, chegou a Paris. Os dois se tornaram amantes. Em fevereiro de 1872, Mathilde pediu a separação. Para acalmar a esposa ultrajada, o poeta afastou Rimbaud. Mas o adolescente foi mais persuasivo e eles pegaram a estrada para Bruxelas. Depois seguiram para Londres.

De volta ao continente, Verlaine trabalhou em “Romances sem Palavras”, enquanto Rimbaud publicou algumas páginas que revolucionam a literatura moderna: “Uma temporada no inferno”. Depois de várias rupturas e reconciliações, em 1873, Verlaine deu um tiro de pistola em Rimbaud, em Bruxelas.

O poeta foi preso e condenado, passando dois anos na prisão. Em 1874 “Romances sem Palavras” foi lançado. Verlaine, em seu cárcere de Mons, compôs poemas místicos, marcas de arrependimento, que foram publicados posteriormente em “Sabedoria” (1881) e “Outrora e recentemente” (1884), mas também poemas eróticos, como em “Parallèlement” (1889).

Ao sair da prisão em 1875, Verlaine foi para a Inglaterra, onde deu aulas durante dois anos. Em 1880 fixou-se em uma fazenda perto de Rethel, com seu novo amante Lucien Létinois, um ex-aluno da instituiçãoem que Verlaine ensinou durante dois anos e de onde eles foram expulsos por causa de sua “amizade particular”. Mais uma vez o amor se rompeu e o poeta naufragou no álcool. No ano seguinte, Verlaine voltou a viver com sua mãe em Paris, onde morreu aos 52 anos.

 

O tempo em que Rimbaud e Verlaine passaram juntos foi o tema do filme Total Eclipse (1995), dirigido por Agnieszka Holland e com roteiro de Christopher Hampton, baseado em sua peça. Verlaine foi interpretado por David Thewlis.

 

 

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