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Machado de Assis -” Le Sorcier de Rio” ganha exposição na França

Exposição sobre Machado de Assis homenageia o escritor brasileiro em Paris. Foto: Divulgação

Exposição no Salão do Livro de Paris homenageia Machado de Assis; conto do escritor vira material pedagógico de escolas francesas

O Salão do Livro de Paris abre dia 20 de março, mas para quem é bruxo o tempo cronológisco é apenas um detalhe.

En 2015, le Brésil sera le pays invité du Salon du livre de Paris avec une délégation de 48 auteurs ; l’occasion de montrer au public français la diversité de la culture et l’universalité de la littérature brésilienne et d’affirmer la dimension résolument internationale du Salon.

Entre os dias 20 e 23 de março, 48 escritores estarão em Paris representando a literatura nacional na 35ª Edição do Salão do Livro de Paris.

O Brasil é o país homenageado do evento, que contará com um espaço de 500 m² para exposição e vendas de livros, mais palestras com autores e eventos paralelos como a exposição sobre Machado de Assis. Entre os autores escolhidos para representar o país, estão Cristovão Tezza, Paulo Coelho, Daniel Galera, Fernanda Torres e Sergio Rodrigues.

Os autores brasileiros são convidados pelo Centro Nacional do Livro francês e por um comitê nacional, escolhido pelo Ministério da Cultura (MinC) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Os custos são patrocinados pela empresa Ticket e pela Caixa Seguros.

O projeto Machado de Assis, Le Sorcier de Rio (Machado de Assis, o bruxo do Rio), organiza uma mesa-redonda na Maison de l’Amerique latine e uma exposição na sede da Unesco em Paris, a partir de segunda-feira.

Em Machado de Assis (1839-1908), o apelido só pegou meio século depois de sua morte: “o bruxo do Cosme Velho” .

Cunhado em poema de Carlos Drummond de Andrade, faz referência ao bairro carioca onde o escritor morou a maior parte da vida. Para Drummond, o feitiço machadiano estava em sua literatura sempre na fronteira entre a ficção e o real, e no estilo, que fugia às convenções de seu tempo.

Reputação que faz com que pouca gente hesite em afirmar que o “bruxo” é o principal autor brasileiro de todos os tempos. Também é verdade que, como toda a literatura nacional, mesmo ele é quase invisível fora de nossas fronteiras.

A exposição Machado, Le Sorcier de Rio(“Machado, o bruxo do Rio”), que abre nesta segunda-feira (16) e dura uma semana como evento paralelo do Salão do Livro de Paris , tenta atenuar essa invisibilidade de várias formas.

Machado será homenageado com uma exposição multimídia montada na sede da Unesco, no centro da capital francesa, com painéis que contam sua biografia,vídeos e material interativo de seus textos.

Há também a reedição de obras por três grandes editoras francesas e a apresentação de um dossiê pedagógico orientando professores franceses do ensino fundamental sobre uma iniciação à leitura a partir do “Conto de Escola”, publicado em livro pelo escritor brasileiro em 1896.

A nova edição bilíngue e ilustrada do conto ganhou uma recomendação do ministério da Educação francês, que resolveu adotá-lo como referência para as escolas.

“Machado nunca imaginaria que um dia seria utilizado no ensino fundamental francês. Essa experiência é riquíssima, já que esses alunos nunca ouviram falar do texto, que assim não é tratado com antecedência como um monumento intocável”, diz Saulo Neiva, professor de literatura da Universidade Blaise Pascal, tradutor do texto e curador da exposição.

Saulo Neiva é professor na Universidade Blaise Pascal e autor do projeto Machado de Assis, Le Sorcier de Rio / Chico Porto

Saulo Neiva

“Podemos aproximar esses mundos, fazendo as pessoas descobrirem seus textos através de novas traduções e leituras, incitando os amantes da boa literatura a lê-lo e procurando formar jovens leitores”, acredita.

Neiva também destaca que, depois de encerrado o período do evento, a mostra vai fazer parte do acervo de um dos organismos públicos que financiaram o projeto e vai viajar pela França, para ir a bibliotecas, universidades e centros culturais.

“Espero que isso contribua para perenizar o nosso convite, dirigido ao leitor francês, para que leia ou releia Machado de Assis”, diz.

 

A UNESCO fica na Place de Fontenoy, no 7º arrodissement de Paris e a exposção será na , Sala Miró 3. A Visitação estará aberta ao público de 16/03 a 20/03.

A proposta do evento sobre Machado de Assis é mostrar vida e obra do escritor e fundador da Academia Brasileira de Letras (ABL), pontuada com a relação íntima que ele desfrutava com sua cidade natal, o Rio de Janeiro, que em 2015 comemora 450 anos.

Numa sequência de 12 momentos, o visitante saberá, entre outras coisas, a história das traduções francesas do autor, em painel que aponta as enormes diferenças entre três traduções do conto “O enfermeiro”, feitas em 1909, 1910 e 1911. Ao lado, uma vitrine exibe exemplares de obras machadianas traduzidas.

Também para marcar a presença do Brasil no Salão do Livro de Paris deste ano, três grandes editoras francesas apostaram em edições deMachado de Assis:
- A editora Classiques Garnier, herdeira da editora original do autor, publicou a primeira edição bilíngue da coletânea de contos Várias histórias/ Histoires diverses (edição, tradução e notas por Saulo Neiva).
- Já seus principais romances foram reeditados pela Métailié, com novas capas e traduções revistas;

- A editora Chandeigne decidiu divulgar gratuitamente entre professores, conselheiros pedagógicos e inspetores do ensino um dossiê sobre a experiência de leitura nas escolas francesas de ensino fundamental. Os estudantes trabalharam durante um ano letivo sobre edição ilustrada de Conto de Escola, de Machado de Assis.

 

 

Fontes:

http://ela.oglobo.globo.com/blogs/paris/

http://www.salondulivreparis.com/Programme.htm

http://www.salondulivreparis.com/Bresil-2015.htm

https://fr.unesco.org/events/exposition-machado-assis-sorcier-rio

https://riofrancophone.wordpress.com/2008/10/30/machado-de-assis-le-sorcier-des-mots/

http://www.parisworldwide.com.br/ponto-de-encontro/um-lugar-em-paris/unesco-encruzilhada-do-mundo

http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/machado-de-assis-viaja-para-paris-by6jrguuhuar4lx1399hvcz3s

https://www.facebook.com/MachadodeAssisSorcierdeRio

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/literatura/noticia/2015/03/15/machado-de-assis-ganha-exposicao-na-franca-172044.php

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Il pleure dans mon coeur… Paul Verlaine


Le boulevard sous la pluie
 ; Gustave Caillebotte (1877)

Il pleure dans mon coeur
Comme il pleut sur la ville.
Quelle est cette langueur
Qui pénètre mon coeur ?

Ô bruit doux de la pluie
Par terre et sur les toits !
Pour un coeur qui s’ennuie,
Ô le chant de la pluie !

Il pleure sans raison
Dans ce coeur qui s’écoeure.
Quoi ! nulle trahison ?
Ce deuil est sans raison.

C’est bien la pire peine
De ne savoir pourquoi,
Sans amour et sans haine,
Mon coeur a tant de peine !

PAUL VERLAINE

Paul Marie Verlaine (30 de Março de 1844 – 8 de Janeiro de 1896) é considerado um dos maiores e mais populares poetas franceses.

No final do século 19, os críticos incluíram Verlaine entre os chamados “poetas malditos”, como Arthur Rimbaud. A expressão, aliás, é do próprio Verlaine, eleito em 1894 o “Príncipe dos Poetas”, ao final de uma vida desregrada por Paris, Rethel, Bruxelas e Londres.

Verlaine teve uma infância feliz em Ardennes no norte da França, apesar de ter um pai autoritário e uma mãe super protetora. Em agosto de 1862, Verlaine completou os estudos secundários em Paris, onde seus pais se instalaram em 1851, e foi morar com a família materna no norte da França. Ali, entre a paisagem melancólica que correspondia a seu estado depressivo e os livros de Baudelaire, apaixonou-se pela prima Elisa Moncomble. O amor impossível o levou a beber em demasia.

De volta a Paris, ele se habituou à “fada verde”, o absinto. Começou então a estudar direito. Empregou-se numa companhia de seguros e, em seguida, na Prefeitura. Mas nada lhe interessava e ele passou sete anos entediando-se nos cafés, onde escreveu versos e conheceu os parnasianos.

Em 1866, sua coletânea “Poemas Saturninos”, editada graças a sua prima Elisa, fez com que ele fosse notado pela crítica. Em sua poesia de musicalidade lírica e singular, Verlaine expressava os arrebatamentos da alma, transpondo seus sentimentos em impressões, através de paisagens nostálgicas e refinadas.

Em 11 de agosto de 1870, o poeta se casou com Mathilde Mauté de Fleurville, que não tinha mais do que dezesseis anos, numa tentativa de acomodar-se a uma vida familiar, simples e tranqüila. Escreveu “A Boa Canção” inspirado na esposa. Mas em setembro de 1871, o jovem que o fascinava, Arthur Rimbaud lhe escreveu e dias mais tarde, chegou a Paris. Os dois se tornaram amantes. Em fevereiro de 1872, Mathilde pediu a separação. Para acalmar a esposa ultrajada, o poeta afastou Rimbaud. Mas o adolescente foi mais persuasivo e eles pegaram a estrada para Bruxelas. Depois seguiram para Londres.

De volta ao continente, Verlaine trabalhou em “Romances sem Palavras”, enquanto Rimbaud publicou algumas páginas que revolucionam a literatura moderna: “Uma temporada no inferno”. Depois de várias rupturas e reconciliações, em 1873, Verlaine deu um tiro de pistola em Rimbaud, em Bruxelas.

O poeta foi preso e condenado, passando dois anos na prisão. Em 1874 “Romances sem Palavras” foi lançado. Verlaine, em seu cárcere de Mons, compôs poemas místicos, marcas de arrependimento, que foram publicados posteriormente em “Sabedoria” (1881) e “Outrora e recentemente” (1884), mas também poemas eróticos, como em “Parallèlement” (1889).

Ao sair da prisão em 1875, Verlaine foi para a Inglaterra, onde deu aulas durante dois anos. Em 1880 fixou-se em uma fazenda perto de Rethel, com seu novo amante Lucien Létinois, um ex-aluno da instituiçãoem que Verlaine ensinou durante dois anos e de onde eles foram expulsos por causa de sua “amizade particular”. Mais uma vez o amor se rompeu e o poeta naufragou no álcool. No ano seguinte, Verlaine voltou a viver com sua mãe em Paris, onde morreu aos 52 anos.

 

O tempo em que Rimbaud e Verlaine passaram juntos foi o tema do filme Total Eclipse (1995), dirigido por Agnieszka Holland e com roteiro de Christopher Hampton, baseado em sua peça. Verlaine foi interpretado por David Thewlis.

 

 

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